"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

As maiores pessoas da história


Carol Yager  - 727 kg



Seu peso máximo atingido até 727 kg. Ela também era famoso por perder mais peso por meios naturais. Carol Yager  perdeu  521 kg de peso em  apenas três meses. Ela passou um tempo terrível, até sua morte. Carol Yager era incapaz de ficar de pé ou andar por causa de seus músculos não eram fortes o suficiente. Ela morreu em um jovem de 34 anos. Principais causas da morte foram insuficiência renal, insuficiência de múltiplos órgãos e obesidade mórbida.

Jon Brower Minnoch - 635 kg 

Do mesmo modo Carol Yager, Job Brower também foi de gordura em sua infância. Em 12 anos de idade o seu peso era de 132 kg (292 lbs). Casou-se com a Jeannette, uma mulher de peso normal e tinha dois filhos. Minnoch foi internado no hospital por 16 meses, quando ele perdeu 419 kg, mas depois de receber alta, seu peso dobrou e morreu no dia 10 de setembro de 1983, aos 42 anos.
Manuel Uribe - 597 kg
 
Como outras pessoas pesadas, Manuel Uribe também está vivendo uma vida difícil. Ele passa 9 anos na cama 2001-2009. Ele se casou na cama com Claudia em 26 de outubro de 2008. Em seu casamento, ele falou alto e bom som para todo o povo, dizendo:
 "Eu sou a prova que vocês pode encontrar o amor em qualquer circunstância. É tudo uma questão de fé. Eu tenho uma esposa e irá formar uma nova família e viver uma vida feliz ".
Walter Hudson - 544 kg
Nascido no Brooklyn, Nova York. Walter entrando em seu quarto quando foi preso entre a porta.Uma equipe teve que quebrar a parede para levá-lo para fora. Ele gostava de comer como uma vez disse, e cito: "Eu só como porque é gostoso". Ele anunciou seus planos de casamento, mas que continua a ser um sonho para sua vida. Walter morreu poucas semanas depois dessa declaração.
Rosalie Bradford - 544 kg
 
Rosalie Bradford foi obesa desde a infância. Como todos os outros gigantes do peso, ela ganhou peso na idade jovem. Na idade de 14 o seu peso foi de 92 kg e 140 kg na idade de 15. Rosalie foi casada e teve um filho.  Após seu casamento, ela passou a maior tempo em casa e ganhar mais peso. Ela era muito deprimida e ela tentou matá-la com analgésicos. Seu peso acabou reduzido para 136 kg (300 lb). Rosalie Bradford morreu em 29 de novembro de 2006, em 63 anos de idade.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Darwinismo e a Obesidade Moderna - Teoria da Evolução


Há dois milhões de anos atrás, alterações no comportamento e qualidade alimentar ajudou a fornecer a energia e nutrição para apoiar o rápido desenvolvimento do corpo e tamanho do cérebro dos nossos antepassados. Hoje, os humanos modernos utilizam quase um quarto das suas necessidades energéticas a alimentar os cérebros, consideravelmente mais que qualquer outro primata (entre 8 a 10%) ou de outros mamíferos (entre 3 a 5%). De forma a apoiar o alto custo energético dos cérebros, os seres humanos consomem dietas muito mais ricas em calorias e nutrientes do que a dos outros primatas.



“Enquanto que os primatas de grande porte – chimpanzés, gorilas e orangotangos – possam subsistir com folhas e frutos, nós humanos precisamos de consumir carne e outros alimentos altamente energéticos de forma a conseguirmos suportar as necessidades metabólicas,” diz Leonard.
Os alimentos de todas as sociedades humanas são muito mais densos nutricionalmente dos os alimentos dos primatas de grande porte. “Para obter estas dietas de elevada qualidade, os nossos antepassados teriam de se ter deslocados ao longo de grandes áreas de terreno, o que exigiu grande esforço energético”, afirma também Leonard. “Se pensarmos bem, é algo verdadeiramente extraordinário. Isto porque foi o desenvolvimento do cérebro que nos deu vantagem competitiva sobre outras espécies, contudo, também parece nos ter tornado, algum lugar na história, verdadeiramente frágeis, devido às exigências de nutrientes e alimentos necessários para manter a nossa “arma especial”, ou seja o cérebro.”

Contudo, redução substancial de atividades físicas em adultos nos tempos modernos reduziu drasticamente os custos metabólicos de sobrevivência. O diferencial entre a energia consumida e a energia dispendida desequilibrou-se gravemente, à medida que a densidade nutricional da nossa alimentação aumentou em simultâneo o tempo e energia necessários à obtenção de alimentos. “Pense nos nossos antepassados”, desafia Leonard. “Os humanos caçadores-colectores  precisavam de andar quilômetros por dia em busca de alimentos. Hoje, contudo, basta pegar no telefone e mandar entregar uma pizza à nossa porta enquanto esperamos no sofá.” Esse declínio no gasto energético diário contribui não apenas para a obesidade, como também para outras doenças crônicas do mundo moderno, como diabetes e doenças cardiovasculares.

“Num certo sentido, essas doenças marcaram o inicio da História Evolutiva Humana”

Os dados sugerem claramente que e epidemia da obesidade não pode ser encarada olhando apenas para os maus hábitos da alimentação. “Ao longo de toda a nossa história evolutiva, a obtenção de dietas e alimentos densos e ricos esteve sempre associada a uma substancial despesa energética e de exercício através da circulação em grandes áreas de terreno. Hoje, este desequilíbrio é a principal causa de obesidade no mundo industrializado, daí a extrema importância da prática de exercício físico complementar a uma dieta estável. 

Por: William Leonard. Leonard, presidente e professor de antropologia na Universidade de Northwestern

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

História da obesidade

A história revela-nos que a obesidade é a mais comum e mais antiga doença metabólica humana registrada. Desde os tempos da pré – história que a obesidade assumiu um papel preponderante na vida dos seres humanos, sendo referida como símbolo de beleza e fertilidade.

 
Vénus de Willendorf

Já no Período Neolítico (cerca de 20.000 a 30.000 anos a.C.), o culto à fertilidade era praticado através de rituais místico religiosos. A Vênus de Willendorf, uma estatueta feminina, obesa, era um símbolo de fertilidade e maternidade. Várias foram as deusas e as figuras míticas representantes da fertilidade e agricultura, que continuaram a ser cultuadas na antigüidade e admiradas por seus seios, quadris e coxas obesos.

As mesmas evidências de obesidade foram vistas nas civilizações do antigo Egito, em múmias egípcias.
   
Rainha Hatshepsut
Na China foram encontradas pinturas e porcelanas chinesas da era pré-cristianismo
Na Grécia representações em esculturas gregas e romanas e, mais recentemente, em vasos dos Maias, Astecas e Incas na América pré-colombiana.
Kourotrophos – que significa “aquela que cuida das crianças”     
Na Idade da Pedra foram encontrados os primeiros indícios dos tipos de obesidade – a obesidade glútea e a abdominal. 
A obesidade visceral parece predominar em povos com fartura de alimentos e maior sedentarismo, estando também mais ligada a enfermidades. Já a obesidade glútea, um outro tipo de obesidade, também encontrada representada na arte da Idade da Pedra na França, Espanha, Creta, Iugoslávia, Checoslováquia e Ucrânia, estaria mais ligada ao armazenamento de energia para garantir a sobrevivência do indivíduo e da espécie, e não parece estar relacionada a enfermidades.   Há 2500 anos Hipócrates (médico greco-romano) já chamava à atenção para os perigos da obesidade, sendo que existia um índice de mortalidade mais elevado em indivíduos gordos do que magros. Tal como Hipócrates, também o seu discípulo Galeno se dedicou a estudar a obesidade dividindo a obesidade em natural (moderada) e a obesidade mórbida (exagerada). Galeno referia que a falta de disciplina do indivíduo tinha como principal conseqüência a obesidade preconizando um tratamento (comida, massagens, banho, descanso ou algum lazer e refeições com muita comida, mas com alimentos de baixo valor calórico). 
 
(Hipócrates)        (Galeno)                   
Porém, no Período Império – Romano os padrões de beleza alteraram-se e as mulheres foram “obrigadas” a fazer prolongados jejuns, pois os corpos esbeltos e magros eram os mais apreciados. Todavia, a classe social alta poderia manter livremente os seus hábitos alimentares mais excêntricos.  No Talmude, o estudo enciclopédico da lei judaica, há diversas citações sobre obesos e obesidade. Entre elas, o relato de uma cirurgia a que foi submetido o rabino Eleazar. Seu abdome foi aberto e de dentro foram retiradas cestas de gordura. Não se sabe quem realizou a cirurgia ou se o rabino se recuperou ou não. Em outra citação, o rabino Eleazar Ben Simeon e seu pai vivem escondidos, por treze anos, das autoridades romanas da Galiléia. Apesar de comerem somente tâmara e poucas frutas, eles se tornaram obesos. Essa referência nos leva à genética da obesidade, ou seja, mesmo sem grande excesso alimentar uma pessoa pode tornar-se obesa (Repetto,1998).
 
Primeira página da edição de Vilna do Tractate Berachot, Talmude
A primeira monografia escrita sobre a obesidade data do século XVII, relatando-a como uma mistura de doença com distúrbio do caráter. Sydcnham, que foi o grande clínico daquele século, aclamado como o "Hipócrates moderno", foi quem primeiro começou a catalogar os sinais e os sintomas manifestados pelas pessoas enfermas, os correlacionado com as doenças, tendo culminado com a publicação do "Grande Catálogo Clínico das Doenças", do início do século XVIII. Nesse catálogo, já figurava a obesidade. No decorrer do século XVIII, verificaram-se diversas descrições sobre a obesidade.  Com o início da medicina clínica (1800-1850), começaram a aparecer citações mais freqüentes e descrições da obesidade. É curioso lembrar que Laennec, quando da sua primeira descrição do estetoscópio (1816), relata que a idéia surgiu da dificuldade de fazer a ausculta do tórax de uma jovem muito obesa com mamas volumosas.
 
Durante o século XIX, nenhuma farmácia era considerada completa sem o seu vidro de sanguessugas vivas, usadas para tratar muitas enfermidades, entre elas a epilepsia, a tísica, as hemorróidas e a obesidade.  No ano de 1863, Bantig escreveu o que certamente foi o primeiro livro de dietas. Era um panfleto intitulado: Unia carta dirigida ao público sobre a corpulência. Nesse panfleto, citava o método pelo qual ele próprio conseguira perder peso. No Império Romano, como se sabe, eram preparados grandes banquetes nos quais os participantes, após devorar uma grande quantidade de alimentos e se saciar, colocavam os dedos na garganta para provocar o vômito, e reiniciar, desta maneira, a sua comilança uma vez que tanta fartura de alimento era rara no cotidiano destes habitantes.   Essa prática do uso provocado do vômito após a alimentação foi provavelmente origem ao termo bulimia. Galeno (século II d.C.) é de quem temos o primeiro relato da bulimia, que ele chamou de "Kionos orexia", que em grego queria dizer "fome canina". Ele considerava que a bulimia era causada por um "humor" que provocava um insaciável desejo de comer, levando a refeições freqüentes e exageradas, que eram muitas vezes acompanhadas de vômitos.
Os pratos principais eram à base de carne: o porcus troianus era um porco recheado com salsichas, verduras e ervas aromáticas, assim chamado por recordar o Cavalo de Tróia, que escondia em seu ventre os guerreiros aqueus. Lebres, cabras, cabritos-do-monte e faisões enriqueciam as mesas romanas. Os gourmets de paladar mais refinado amavam os pavões, os flamingos, avestruzes e até mesmo o arganaz (roedor agrícola aparentado com os esquilos, que habita a Europa, Ásia e África; no Brasil, o rato silvestre tuco-tuco é uma espécie similar). Para melhorar, "pizzas" macias e crocantes acompanhavam os petiscos e pastéizinhos recheados de verdura, carne, peixe e ovos constituíam um excelente antepassado das atuais lasanhas. Na década dos anos 30, era usual atribuir à obesidade a denominação de “distúrbios das glândulas endócrinas”, e só a partir das décadas 40 e 50 é que uma aproximação de uma natureza psicológica passou a receber maior ênfase. (Halpern, 1998).
A Obesidade nos Dias Atuais 
A prevalência de sobrepeso (índice de massa corporal ≥ 25 kg/m2). Homens com 30 anos ou mais velhos, 2005
 
A prevalência de sobrepeso (índice de massa corporal ≥ 25 kg/m2). Homens com 30 anos ou mais velhos, 2015


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