"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Obesidade como fator de risco



A obesidade é fator de risco de enorme importância para as principais causas de mortalidade, morbidade e incapacitação no Brasil - doenças cardiovasculares, doenças do aparelho locomotor, diabetes, entre outras. A obesidade é um excesso de gordura no corpo que, na prática, é medido pela relação entre o peso e a altura, que apesar de não ser a forma mais precisa, vale para grandes populações.

A fórmula mais precisa é a medição da cintura, que deve ser de até 80cm para mulheres e de até 90 cm para os homens. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) formulou um parâmetro para definir a obesidade, derivado da altura e do peso do paciente. Este parâmetro é conhecido como índice de massa corporal (IMC), calculado através da fórmula: IMC = peso (valor em quilogramas) dividido pela altura (valor em metros) ao quadrado. A obesidade é definida como um índice de massa corporal (IMC) com valor acima de 30.


Através da medida do IMC, classificam-se diferentes graus de obesidade. Indivíduos com IMC compreendido entre os valores 18,5 a 24,9 são definidos como normais; um IMC compreendido entre 25,0 a 29,9 classifica o indivíduo em uma graduação de sobrepeso; finalmente, pacientes com IMC de valor igual ou superior a 30,0, são considerados obesos.
Para evitar a obesidade, coma 3 ou 4 refeições balanceadas, pobres em gorduras, e com muitas fibras todos os dias. Todas as vezes que você come mais do que o necessário, o seu corpo irá guardar o excesso em forma de gordura.

Uma boa dieta é essencial não só para combater as doenças cardiovasculares, mas pode ainda diminuir o risco de vários tipos de câncer.

Técnicas para evitar a Obesidade:
01. Mantenha um diário alimentar
02. Maximize a percepção da alimentação evitando a alimentação automática
03. Identifique os desencadeadores ("gatilhos") da alimentação
04. Não faça nada diferente enquanto come (ver TV ou ler jornal, por exemplo)
05. Alimente-se no local adequado, sentado - não coma em pé ou andando
06. Pouse os talheres entre os bocados e mastigue devagar os alimentos
07. Use uma lista durante as compras e não faça compras em jejum ou com fome
08. Compre alimentos que requerem preparo
09. Mantenha alimentos saudáveis à vista e alimentos problemáticos fora da visão
10. Não coloque as travessas da mesa durante a refeição
11. Coma uma porção de cada vez e saia da mesa após alimentar-se
12. Evite dar e trocar receitas calóricas de alimentos
13. Prepare-se com antecedência para eventos especiais e situações que podem colocar seu emagrecimento em risco, comendo por exemplo, seis nozes antes

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A obesidade e a diabetes




Comer para se manter saudável talvez não seja tão fácil quanto parece...
De fato, um estudo científico mostra que mesmo as pessoas que vivem em países mais desenvolvidos, falham ao obter o mínimo de micronutrientes (vitaminas e minerais) recomendado por dia. Em vez disso, abusam de refeições altamente calóricas e de uma infinita variedade de comidas.

A obesidade é um fator de risco para alguns tipos de câncer, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, comumente chamada de diabetes melito, mais comum em adultos e independentemente da taxa de insulina.

As altas taxas de açúcar no sangue por conta da diabetes (hiperglicemia), com o tempo podem causar complicações em todo organismo. A diabetes não controlada pode vir a causar cegueira, doenças de rim, problemas nos nervos, aterosclerose, hipertensão e infarto.

Pesquisadores descobriram que certos carotenóides – compostos vegetais com propriedades antioxidantes – podem impedir o desenvolvimento da diabetes tipo 2. Estudos também mostram que manter um peso saudável, com uma dieta calórica limitada e composta por bastante frutas e vegetais, pode reduzir o risco de desenvolver a doença.

>> Recomendações Gerais
Balanceie a quantidade de comida ingerida com a prática de exercícios físicos - mantenha ou melhore seu peso
Alimente-se com muitos grãos, vegetais e frutas
Escolha uma dieta alimentar com pouca gordura, gordura saturada e colesterol
Escolha uma dieta alimentar moderada em açúcares
Modere no sal
Se você ingere bebidas alcoólicas, faça-o com moderação.




segunda-feira, 12 de julho de 2010

Obesidade é estopim para desenvolvimento de câncer




Na guerra contra os quilos extras, pouca gente sabe que o impacto no espelho é o de menos. Atualmente, pesquisas e mais pesquisas não cessam de apontar a obesidade como o gatilho de uma série de males que, aparentemente, nada tem a ver com o peso. Aí estão incluídos o diabetes, o colesterol alto e a hipertensão. Esse pacote de doenças foi batizado de síndrome metabólica, um perigoso conjunto de problemas que dispara o risco de problemas mais sérios, como um infarto. Tudo porque a gordura, principalmente a depositada na região do abdômen, ao ser quebrada para manter o metabolismo corporal, promove uma série de reações que perturbam o trabalho do fígado. Como resultado, esse órgão despeja ainda mais gorduras na corrente sangüínea, aumentando o risco dos temidos entupimentos que estão por trás de infartos e derrames.
 
Além disso, o excesso de lipídios em circulação também prejudica a entrada de glicose nas células, levando a um quadro chamado resistência à insulina. A longo prazo, isso pode detonar o diabetes. Não à toa, atualmente todos os médicos recebem os pacientes para consultas de rotina com uma fita métrica em mãos. O diâmetro da cintura preocupa mais do que o peso ou o IMC , enfatiza o endocrinologista Henrique Suplicy, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Os órgãos sobrecarregados aumentam a freqüência cardíaca e elevam a pressão arterial. Como se tudo isso fosse pouco, o excesso de gordura também aumenta os níveis de insulina e de estrogênio, um hormônio que acelera a reprodução celular. E isso pode ser o estopim de vários tumores. Por tudo isso, atualmente, a obesidade está sendo chamada de a doença das doenças , diz o endocrinologista Daniel Lerario, de São Paulo.
Sabe-se que os genes também estão por trás da síndrome, mas os hábitos de vida fazem toda a diferença. Por isso, se você não tem uma genética favorável, é preciso investir numa dieta balanceada e em uma rotina de exercícios para evitar a subida dos ponteiros e dos problemas.

Você tem síndrome metabólica?
A resposta é positiva se assinalar pelo menos três destes fatores:

Diâmetro da cintura:
Acima de 102 para homens
Acima de 88 para mulheres

Triglicérides acima de 150 mg/dl
HDL
Abaixo de 40 mg/dl nos homens
Abaixo de 50mg/dl nas mulheres

Pressão arterial
Acima de 130x85

Glicose sangüínea
Acima de 110 mg/dl (miligramas por decilitro)


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Obesidade, uma doença de peso

Nos Estados Unidos, uma em cada três pessoas sofre de obesidade. Esse número impressionante é um alerta para todo o mundo, pois se trata de uma tendência que propaga-se rapidamente, inclusive em países menos desenvolvidos. Numa época em que a expectativa de vida aumenta, a obesidade passou a ser o vilão do momento, segundo a Organização Mundial de Saúde, superando a desnutrição e as doenças infecciosas. Por que os nossos hábitos alimentares mudaram? A cura existe ou basta uma operação de redução de estômago? A multiplicidade de dietas e modismos sem bases científicas. Não deixe de assistir a essa importante discussão que provavelmente afeta você, um amigo ou alguém de sua família. Participantes: Marisa Dreyer Breitenbach, endocrinologista que trabalha com pesquisas na área de alterações metabólicas no Laboratório de Fisiologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. Cameron, professor da Unidade Genética e Biológica da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a UniRio.Leila Souza Leão, mestre em nutrição e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Rosely Sichieri, epidemiologista do Departamento de Epidemiologia da Uerj.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Obesidade, Diabetes e Metabolismo Energético



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

As maiores pessoas da história


Carol Yager  - 727 kg



Seu peso máximo atingido até 727 kg. Ela também era famoso por perder mais peso por meios naturais. Carol Yager  perdeu  521 kg de peso em  apenas três meses. Ela passou um tempo terrível, até sua morte. Carol Yager era incapaz de ficar de pé ou andar por causa de seus músculos não eram fortes o suficiente. Ela morreu em um jovem de 34 anos. Principais causas da morte foram insuficiência renal, insuficiência de múltiplos órgãos e obesidade mórbida.

Jon Brower Minnoch - 635 kg 

Do mesmo modo Carol Yager, Job Brower também foi de gordura em sua infância. Em 12 anos de idade o seu peso era de 132 kg (292 lbs). Casou-se com a Jeannette, uma mulher de peso normal e tinha dois filhos. Minnoch foi internado no hospital por 16 meses, quando ele perdeu 419 kg, mas depois de receber alta, seu peso dobrou e morreu no dia 10 de setembro de 1983, aos 42 anos.
Manuel Uribe - 597 kg
 
Como outras pessoas pesadas, Manuel Uribe também está vivendo uma vida difícil. Ele passa 9 anos na cama 2001-2009. Ele se casou na cama com Claudia em 26 de outubro de 2008. Em seu casamento, ele falou alto e bom som para todo o povo, dizendo:
 "Eu sou a prova que vocês pode encontrar o amor em qualquer circunstância. É tudo uma questão de fé. Eu tenho uma esposa e irá formar uma nova família e viver uma vida feliz ".
Walter Hudson - 544 kg
Nascido no Brooklyn, Nova York. Walter entrando em seu quarto quando foi preso entre a porta.Uma equipe teve que quebrar a parede para levá-lo para fora. Ele gostava de comer como uma vez disse, e cito: "Eu só como porque é gostoso". Ele anunciou seus planos de casamento, mas que continua a ser um sonho para sua vida. Walter morreu poucas semanas depois dessa declaração.
Rosalie Bradford - 544 kg
 
Rosalie Bradford foi obesa desde a infância. Como todos os outros gigantes do peso, ela ganhou peso na idade jovem. Na idade de 14 o seu peso foi de 92 kg e 140 kg na idade de 15. Rosalie foi casada e teve um filho.  Após seu casamento, ela passou a maior tempo em casa e ganhar mais peso. Ela era muito deprimida e ela tentou matá-la com analgésicos. Seu peso acabou reduzido para 136 kg (300 lb). Rosalie Bradford morreu em 29 de novembro de 2006, em 63 anos de idade.

sábado, 19 de setembro de 2009

Sobrepeso e doença coronariana

O sobrepeso e a obesidade atingiram proporções epidêmicas. Atualmente, dois terços dos adultos nos Estados Unidos estão acima do peso ou são obesos. De acordo com a National Health and Nutrition Examination Survey (Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição), realizada pelo CDC (Centro de Controle de Doenças), a prevalência da obesidade entre os adultos nos Estados Unidos aumentou de 15%, na década de 70, para mais de 30%, apenas três décadas depois. De fato, 28% dos homens e 33% das mulheres são considerados obesos, atualmente, pelos padrões aceitos. E a maioria bem obesa, embora pequena nos números totais, pulou dramaticamente de 2,9% para 4,7%.


Por que isso é preocupante? Porque as pessoas que estão acima do peso ou obesas têm mais chance de desenvolver problemas sérios de saúde, como doença coronariana, pressão alta e diabetes. Especificamente, o sobrepeso e a obesidade tendem a aumentar os níveis de colesterol total no sangue, colesterol LDL e triglicerídeos, assim como diminuir os níveis de colesterol HDL. Se você tiver excesso de peso na cintura, sua chance de desenvolver a síndrome metabólica também aumentará.


De fato, a síndrome metabólica é uma doença caracterizada por um conjunto de fatores de risco da doença coronariana, como obesidade abdominal, baixos níveis de colesterol HDL e níveis elevados de triglicerídeos, pressão arterial e glicose no sangue em jejum. Esse problema aumenta significativamente o risco de doença coronariana.


fonte: HowStuffWorks Brasil

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Diabetes e doença coronariana

Cerca de 10% das pessoas com mais de 20 anos têm diabetes. E, à medida que as pessoas envelhecem, elas têm mais chance de desenvolver diabetes. De fato, praticamente 21% das pessoas com mais de 60 anos têm diabetes. A diabetes é tão séria que foi considerada um risco equivalente ao da doença coronariana pelo NCEP (National Cholesterol Education Program - Programa de Educação Nacional sobre o Colesterol). Isso significa que o risco absoluto da diabetes é semelhante ao da doença coronariana.


A diabetes é considerada um risco equivalente ao da doença coronariana porque:
  • em alguns estudos, descobriu-se que as pessoas de mais idade com diabetes tipo 2 tinham um risco semelhante ao de adultos com doença coronariana existente;
  • a probabilidade dos diabéticos tipo 2 morrerem de infarto é maior do que a das pessoas que não têm diabetes;
  • as pessoas com diabetes tipo 2 que desenvolvem subseqüentemente a doença coronariana apresentam índices de sobrevivência mais baixos do que aquelas que desenvolvem a doença, mas que não têm diabetes.
A diabetes ocorre quando o corpo não produz ou não utiliza a insulina como deveria. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que controla o nível de glicose, ou açúcar, no sangue. As células precisam da glicose para obterem energia. Os médicos utilizam o FPG (Fasting Plasma Glucose Test - Teste em jejum de glicose no plasma) ou o OGTT (Oral Glucose Tolerance Test - Teste oral de tolerância à glicose) para determinarem um diagnóstico da diabetes. Usando o FPG, um nível de glicose no sangue, em jejum, entre 100 e 125 mg/dia indica pré-diabetes, e um nível superior a 125 mg/dia indica diabetes.

As complicações da diabetes incluem doenças dos olhos, nefropatia e lesão dos nervos nos pés. As pessoas com diabetes geralmente apresentam níveis elevados de triglicerídeos e/ou baixos níveis de colesterol HDL. Além disso, a diabetes está associada às anormalidades das células que revestem os vasos sangüíneos (chamadas de disfunção endotelial), à elevada coagulação do sangue e a outras inflamações. Todos esses problemas provavelmente contribuem para o alto risco de infarto e derrame e podem explicar o porquê das mulheres com diabetes terem os mesmos índices de infarto que os homens, ao passo que as mulheres sem diabetes geralmente têm índices de infarto que chegam ao ponto máximo 10 a 15 anos mais tarde que os homens.

A cada nível de colesterol LDL, a pessoa com diabetes possui um alto risco surpreendente em comparação com uma pessoa que não tem diabetes. Os diabéticos tendem a ter partículas de colesterol LDL mais densas e menores e/ou um nível elevado delas. Se o nível de triglicerídeos for superior a 200 mg/dia, é provável que haja um nível elevado de apolipoproteína B (apo B), que aumenta o risco de doença coronariana.

Uma das melhores maneiras de reduzir a probabilidade de desenvolvimento da diabetes, primeiramente, é praticar regularmente atividade física. Isso é especialmente importante se você tiver um histórico familiar de diabetes. Se você, hoje, não é uma pessoa ativa, fale com seu médico para começar um programa de exercícios.

Se já tiver diabetes, o exercício pode realmente diminuir a necessidade de insulina. Entretanto, os níveis de glicose no sangue ainda devem ser monitorados, de modo que as dosagens de insulina e os padrões de refeições possam ser ajustados para evitar oscilações extremas na glicose causadas pelo exercício. Além de melhorar a eficácia da insulina, o exercício também pode proporcionar perda de peso, que pode baixar o nível de triglicerídeos, colesterol LDL e pressão arterial. Fazer uma dieta saudável - cortar alimentos e bebidas adoçadas com açúcar e substituir os carboidratos refinados por produtos de grãos integrais - contribui para esse benefício.

O tratamento da diabetes requer tratamento simultâneo do nível anormal de lipídeos no sangue. Para diminuir o colesterol, devem ser prescritas estatinas que baixem os níveis em pelo menos 30%. O NCEP recomenda que as pessoas com diabetes reduzam seu colesterol LDL para menos de 100 mg/dia, se não tiverem doença coronariana, e para menos de 70 mg/dia, se apresentarem a doença. Os medicamentos derivados do ácido fíbrico podem ajudar a baixar o nível de triglicerídeos, e a metformina e as glitazonas melhoram a sensibilidade à insulina. Finalmente, a pioglitazona pode melhorar os níveis de colesterol HDL e triglicerídeos.

Além da diabetes, a obesidade é outro fator de risco para a doença coronariana. Na próxima seção, saiba como a obesidade e o sobrepeso afetam a doença coronariana.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fatores de risco da doença coronariana


De todos os comportamentos prejudiciais à saúde, o tabagismo é o pior. Entretanto, nos EUA mais de 20 milhões de mulheres e mais de 24 milhões de homens são tabagistas. Estudos mostraram que o uso de qualquer tipo de tabaco piora a aterosclerose existente e estimula a produção de novas placas nas artérias.

Comparados a não-fumantes, os homens que fumam têm seis vezes mais chances de ter um infarto, e as mulheres, três vezes mais. Além disso, um fumante que sofre um infarto tem mais chance de morrer em decorrência desse infarto do que um não-fumante. Mas o risco não pára por aí.

Apenas recentemente ficou claro que o fumo passivo também aumenta o risco de infarto - em aproximadamente 30%. E evidências sugerem que o fumo passivo realmente pode desencadear um infarto. Como se já não bastasse, o tabagismo também diminui os níveisde colesterol HDL.

O estudo "Interheart" descobriu que depois dos níveis de colesterol no sangue, o segundo melhor marcador de risco de infarto era o tabagismo. Com uma quantidade cada vez maior de cigarros, o risco de infarto aumentou muito. Na verdade, o fato de fumar apenas um a cinco cigarros por dia aumenta o risco de infarto em aproximadamente 40%.

Após procedimentos, como angioplastia ou cirurgia de revascularização miocárdica, é especialmente importante parar de fumar. Para os que continuam a fumar, o risco de morte em conseqüência de infarto é de 50% após uma angioplastia e de 75% após uma cirurgia de revascularização miocárdica. Em qualquer um dos casos, a necessidade de procedimentos adicionais é de 50% para as pessoas que não param de fumar.

Passar a fumar cigarros com baixo teor de nicotina e alcatrão não diminui suficientemente o risco de infarto e morte. Felizmente, existem muitas opções disponíveis que facilitam para os fumantes abandonarem o hábito, como inaladores de nicotina, sprays, adesivos e gomas, assim como medicamentos controlados (Zyban e Chantix) e orientações profissionais. A atividade física também pode ser eficaz na redução do estresse e na prevenção do ganho de peso, que geralmente acompanham uma pessoa quando ela pára de fumar. Seu médico também é um bom recurso se você quiser parar de fumar. Discuta com ele questões como:

  • desejo de fumar;
  • medo de fracassar;
  • ter sucesso depois que parar de fumar;
  • preocupação em engordar;
  • outros problemas que podem afetar o desejo de fumar, como a depressão;
  • histórico de abuso de substâncias;
  • métodos de sucesso, como grupos de apoio, orientação profissional e medicamentos.
Avalie as situações ou comportamentos que mais facilitam seu hábito de fumar. Reconhecendo seus "ativadores" do fumo, você pode decidir, conscientemente, substituir o tabagismo por comportamentos saudáveis. É muito importante que você fale com seus familiares e amigos sobre seu plano. O apoio é essencial para fazer mudanças positivas para melhorar sua saúde.


Recomenda-se que, ao decidir parar de fumar, você devesse se planejar antes. É importante escrever uma carta para seu médico indicando a data em que pretende parar de fumar e listando a forma como você pensa em lidar com os desejos, o ganho de peso ou mesmo as mudanças de humor. Se não conseguir dizer como pretende escrever, fale com seu médico ou com um orientador que tenha experiência em ajudar as pessoas a pararem de fumar, de modo que você tenha as ferramentas necessárias para ter sucesso.


O tabagismo é um sério fator de risco para doença coronariana. A diabetes é outro risco - e é tão sério que foi considerado equivalente ao da doença coronariana. Saiba mais, na próxima seção, sobre a diabetes e a doença coronariana.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pressão alta e doença coronariana

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, aproximadamente, um em cada três adultos tem pressão alta, também chamada de hipertensão, e 1/3 deles nem imagina que é hipertenso. Além disso, aproximadamente 90% dos adultos de meia idade desenvolverão pressão alta em algum momento da vida. De fato, cerca de 28% dos adultos já apresentam pré-hipertensão. A pressão alta é o principal fator de risco para o infarto e o derrame; entretanto, a redução ou controle da pressão arterial pode diminuir a incidência de derrame em 35 a 40% e de infarto em 20 a 25%.

A pressão arterial é medida em termos de milímetros de mercúrio (mm Hg). A leitura da pressão arterial leva em consideração a pressão máxima, quando o coração bate, chamada de pressão sistólica, e a pressão mínima entre os batimentos, quando o coração está relaxado, chamada de pressão diastólica. A pressão é considerada alta quando a pressão sistólica está acima de 140 mm Hg, ou quando a pressão diastólica está acima de 90 mm Hg, ou quando a pessoa está em uso de medicamento anti-hipertensivo. A pré-hipertensão é definida como a pressão arterial sistólica entre 120 e 139 mm Hg ou a pressão arterial diastólica entre 80 e 89 mm Hg. Para garantir leituras confiáveis, o ideal é que a pessoa fique sentada por cinco minutos com o manguito de pressão preso com firmeza no braço. É necessário que os manguito utilizados para medida da pressão arterial sejam adequados ao tamanho do braço. Manguitos menores do que o adequado, como por exemplo medir a pressão de uma pessoa obesa com um manguito normal, hiperestimam a medida da pressão arterial. Por outro lado, uma pessoa muito magra pode ter que usar um manguito pediátrico para evitar leituras erradas.

A pressão é a quantidade de força exercida nas paredes das artérias à medida que o sangue é bombeado pelo corpo. A pressão é gerada pelo bombeamento do coração, e a pressão alta significa que o coração está trabalhando em excesso para transportar o sangue pelo corpo. Quando o coração precisa manter esse trabalho extra por longos períodos, o ventrículo esquerdo, que é a principal câmara de bombeamento do coração, pode ficar com a parede espessada e significativamente dilatada. A pré-hipertensão marca o ponto em que podem começar a ocorrer as mudanças na forma do coração chamada de remodelamento cardíaco. Fica mais difícil adaptar-se às exigências feitas porque o coração aumenta de tamanho. A pressão alta também pode prejudicar as artérias, o que pode acelerar a formação de placas.

Já que, na maioria dos casos, não há sinais ou sintomas aparentes, a pressão alta é considerada um assassino "silencioso". A única maneira de saber se você tem pressão alta é verificando-a. Rosto vermelho, falta de ar ou pulsação rápida não indica necessariamente pressão alta. A espessura elevada do coração pode ser detectada por um ecocardiograma ou um eletrocardiograma. Um eletrocardiograma que mostra um músculo do coração espessado é fortemente indicativo de risco elevado de infarto.

As mudanças no estilo de vida podem melhorar muito o alto nível da pressão arterial. As modificações recomendadas incluem perda de peso, diminuição do consumo de sal e seguir uma dieta DASH, que dá ênfase às frutas e verduras, à baixa ingestão de gordura saturada e gordura total e a laticínios com baixo teor de gordura. Os estudos da dieta DASH descobriram que ela baixa a pressão arterial, mas de maneira mais significativa quando o uso de sódio é reduzido. Na verdade, os participantes do estudo apresentaram queda da pressão arterial que puderam ser comparadas às observadas com doses iniciais de medicamentos anti-hipertensivos.

Diminuir o consumo de sal pode ser difícil, especialmente se você come fora com freqüência. Para baixar sua pressão arterial, mesmo que não seja você quem prepara suas refeições, os especialistas recomendam cortar: alimentos semi-prontos, condimentos, comida chinesa (que, às vezes, inclui o glutamato monossódico, ou MSG), queijo, sopa enlatada e frios. Substituir o sal por outros temperos e condimentos não elimina o sabor do alimento, mas pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Além disso, diminua seu consumo de álcool; estudos mostraram que uma redução do álcool resulta em pressão arterial mais baixa.

Quando as mudanças no estilo de vida não baixam a pressão, ou se ela ultrapassa 140/90 mm Hg, pode ser necessário o uso de medicamentos. Em algumas doenças, como a diabetes ou a nefropatia crônica, há necessidade de tratamento com medicamentos antihipertensivos para manter a pressão abaixo de 130/80 mm Hg. Vários medicamentos anti-hipertensivos tratam diferentes sintomas relacionados à pressão arterial. Felizmente, os medicamentos anti-hipertensivos são bastante eficazes no controle da pressão.

A necessidade de se baixar a pressão alta tornou-se evidente no Multiple Risk Factor Intervention Trial, que examinou a ligação entre a pressão alta e o risco de doença coronariana. Os resultados indicaram que os participantes com pressão alta associados a níveis baixos ou moderadamente elevados de colesterol no sangue, aumentaram o risco de morte em decorrência da doença coronariana para riscos semelhantes ao das pessoas com níveis mais elevados de colesterol no sangue como fator de risco isolado. O risco de morte entre os homens com níveis moderados de colesterol no sangue (entre 182 e 202 mg/dia) e pressão alta (superior a 90mm Hg para a diastólica) foi o mesmo entre os homens cujos níveis de colesterol no sangue eram mais elevados (entre 221 e 244 mg/dia), mas que não tinham pressão alta. Evidentemente, a redução da pressão arterial deveria ser uma prioridade no tratamento das pessoas com risco de doença coronariana.

fonte: HowStuffWorks Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Estudos sobre a doença coronariana


Um estudo recente que analisou o "risco de morte" da doença cardiovascular - doença que afeta o coração e os vasos sangüíneos, que inclui a doença coronariana - explica que, à medida que as pessoas envelhecem, as chances são maiores de desenvolverem a doença cardiovascular. Os resultados do estudo indicaram que mais de 50% dos homens e praticamente 40% das mulheres desenvolveriam doença cardiovascular mesmo que não apresentassem sinais aos 50 anos. As pessoas que têm certos fatores de risco aos 50 anos - como colesterol alto, pressão alta, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade - têm mais chance de desenvolverem doença cardiovascular e ter uma vida mais curta.


Em comparação, aquelas que não apresentam fatores de risco aos 50 anos provavelmente não desenvolverão a doença cardiovascular e terão uma vida mais longa. Os fatores de risco são características pessoais, problemas de saúde ou hábitos que contribuem para o desenvolvimento de uma doença. Nesse caso, os fatores de risco, como colesterol alto ou pressão alta, contribuem para o desenvolvimento da doença cardiovascular. Os pesquisadores concluíram que o dano cumulativo causado pelos fatores de risco identificados aumenta o risco de doença cardiovascular, e que os esforços de prevenção, como dieta e mudanças no estilo de vida, dirigidos aos adultos jovens, têm a promessa de limitar ou eliminar seus fatores de risco aos 50 anos.


Outro estudo que analisou os dados coletados por três estudos diferentes - o Framingham Heart Study, o Multiple Risk Factor Intervention Trial e o Chicago Heart Association Detection Project in Industry - confirmou que certos fatores de risco, como colesterol alto, pressão alta, tabagismo, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade, existem na maioria das pessoas que desenvolvem a doença coronariana ou que tiveram um evento coronariano, como infarto. Além disso, a maioria dos norte-americanos tem pelo menos um fator de risco.


O Multiple Risk Factor Intervention Trial, que examinou 361.662 homens, aumentou nosso conhecimento sobre a ligação entre os níveis de colesterol no sangue e a doença coronariana. Esse grande estudo demonstrou claramente que não existe um nível mínimo de colesterol no sangue em que o risco de doença coronariana comece. Certamente, as pessoas com risco mais elevado pareciam ter níveis acima de 240 mg/dia, enquanto aquelas com risco mais baixo tinham valores abaixo de 200 mg/dia. Ainda assim, as pessoas com níveis mais baixos não estavam totalmente isentas de risco. Os dados também enfatizaram que os valores mais altos de colesterol no sangue aumentam exponencialmente o risco de doença coronariana (semelhante à forma como os juros são calculados em uma caderneta de poupança). De fato, metade das mortes em decorrência do nível elevado de colesterol no sangue ocorreu em participantes cujo colesterol estava acima de 253 mg/dia.


Uma análise mais detalhada dos resultados do estudo também indicou que certos hábitos ou características pessoais poderiam aumentar muito o risco total de uma pessoa. Por exemplo, um fumante com nível de colesterol abaixo de 181 mg/dia parece ter o mesmo risco de doença coronariana de um não-fumante com um nível de colesterol praticamente 60mg mais alto. O mesmo se confirma para uma pessoa com pressão alta, outro fator de risco conhecido para a coronariana. Além disso, uma pessoa com baixo nível de colesterol (abaixo de 182 mg/dia), mas que fuma e tem pressão alta, realmente tem o mesmo risco de doença coronariana que uma não-fumante com pressão normal e alto nível de colesterol no sangue (246 mg/dia ou mais). Em outras palavras, outros fatores de risco podem transformar um nível de colesterol de baixo risco em um problema de saúde de alto risco.


Um estudo global, que se estende pela África, Ásia, Austrália, Europa, Oriente Médio e Américas do Norte e do Sul, chamado "Interheart", analisou o risco de infarto em mais de 29 mil homens e mulheres de várias idades, raças e etnias. O estudo identificou nove fatores de risco de infarto, passíveis de modificação, como tabagismo, lipídeos (conforme medidos pelo colesterol total, colesterol HDL e a relação de apolipoproteína B à apolipoproteína A1), pressão alta, diabetes, obesidade abdominal, dieta, atividade física, consumo de álcool e fatores psicossociais (como estresse).


Os pesquisadores, de acordo com a convenção, criaram a hipótese de que esses e outros fatores de risco seriam responsáveis por apenas 50% da doença coronariana e que o impacto desses fatores variariam em populações diferentes. Os resultados do estudo, entretanto, mostraram que esses nove fatores de risco foram responsáveis por mais de 90% do risco de infarto no mundo todo, independentemente da população.


O maior risco de infarto se associou a níveis elevados de colesterol, conforme medido pela relação de apolipoproteína B à apolipoproteína A1. Na verdade, o risco de infarto e a relação de apo B/apo A1 estavam estritamente relacionados. Para cada aumento na relação apo B/apo A1 (já que a quantidade de apolipoproteína B aumentou e/ou a quantidade de apolipoproteína A1 diminuiu), o risco de infarto também aumentou muito.


O segundo maior índice apresentado foi o tabagismo. Novamente, o risco de infarto e a quantidade de cigarros fumados estavam estritamente relacionados. Com uma quantidade cada vez maior de cigarros, o risco de infarto aumentou muito. O fato de fumar apenas um a cinco cigarros por dia aumentou o risco de infarto em aproximadamente 40%. Conseqüentemente, o tabagismo poderia funcionar significativamente contra os efeitos benéficos da aspirina ou de outras terapias medicamentosas, tornando-as praticamente ineficazes.


Juntos, o tabagismo e o nível anormal de lipídeos foram responsáveis por dois terços do risco de infarto. Em seguida, a diabetes, a pressão alta e os fatores psicossociais foram os fatores de risco mais fortes. O estudo também apontou a obesidade abdominal - não o índice de massa corporal - como indicador de risco de infarto.


Em compensação, comer frutas e verduras diariamente, fazer atividades físicas regularmente e consumir álcool com moderação tiveram efeitos protetores no coração. Na verdade, comer frutas e verduras com freqüência foi associado a uma redução de 30% do risco de infarto. Se uma pessoa parasse de fumar e passasse a comer frutas e verduras, isso poderia representar uma redução aproximada de 70% do risco de infarto.


fonte: HowStuffWorks Brasil



domingo, 13 de setembro de 2009

Fatores de risco da doença coronariana

Introdução

Existem muitos fatores de risco para doença coronariana. O colesterol é um dos principais culpados. Entretanto, outros fatores de risco também exercem um papel importante. Eles podem transformar um nível de colesterol de baixo risco em um problema de alto risco ou podem diminuir os benefícios da redução do colesterol. Esses outros fatores de risco são tão importantes que os médicos fazem um resumo deles, além dos níveis de colesterol. Esse resumo ajuda os médicos a determinarem se apenas a dieta e as mudanças no estilo de vida são suficientes para tratar a doença coronariana ou se também é necessária a terapêutica medicamentosa.

A verificação da pressão arterial, além de outros exames, é apenas
um passo na determinação se um paciente tem a doença coronariana. A pressão alta é um fator de risco importante na doença coronariana.

Um grupo de pesquisadores que analisaram os dados coletados por três estudos diferentes - o Framingham Heart Study (Estudo de Framingham sobre o coração), o Multiple Risk Factor Intervention Trial (Teste de intervenção de vários fatores de risco) e o Chicago Heart Association Detection Project in Industry (Projeto de detecção da indústria da associação cardíaca de Chicago) - descobriu que a exposição a um dos diversos fatores de risco, como colesterol alto (240 mg/dia ou mais), pressão alta (140/90mm Hg ou mais), tabagismo, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade, ocorreu em mais de 87% dos casos de infarto fulminante.

O registro Reach (Reduction of Atherothrombosis for Continued Health - Redução da aterotrombose para manutenção da saúde) (contínua) coletou dados sobre 67.888 pacientes em todo o mundo com doença coronariana ou doença de outros vasos sangüíneos. Como era de se esperar, os pacientes com placas de gordura - a marca registrada da aterosclerose - tinham vários outros fatores de risco. Os principais fatores de risco presentes nas pessoas com aterosclerose incluíam:

  • pressão alta (82%)
  • colesterol alto (72%)
  • diabetes (44%)
  • sobrepeso (40%)
  • obesidade (27%)
  • uso de tabaco (14%)
A presença de um segundo fator de risco em alguém que já teve um aumenta o risco total, e um terceiro fator de risco aumenta esse risco ainda mais. O Multiple Risk Factor Intervention Trial examinou essa ligação entre os fatores de risco e o risco de doença coronariana. Pesquisadores descobriram que dois terços das mortes a mais em decorrência da doença coronariana ocorreram no grupo de homens cujo nível de colesterol no sangue era maior que 245 mg/dia associado à pressão arterial diastólica superior a 90mm Hg. Entre os homens com a pressão mais alta, os pesquisadores descobriram que os que fumavam tinham um índice de morte duas vezes maior que o dos não-fumantes e três vezes maior que o dos homens que, além de não fumarem, não tinham pressão alta.

Com exceção do alto nível de colesterol no sangue, três dos fatores de risco tratáveis geralmente mais citados que contribuem para a doença coronariana são: pressão alta, tabagismo e diabetes. A obesidade e o sobrepeso também têm um papel importante na doença. Esse artigo discute todos esses fatores de risco.

A seguir, saiba mais sobre os estudos que avaliaram o "risco de morte" da doença cardiovascular e da doença coronariana.


fonte: HowStuffWorks Brasil


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Estágios do Sono


Estágio 1. Fechar os olhos é o primeiro passo para o estágio ou fase 1 do sono se iniciar. Este estágio representa a transição da vigília para o sono e pode durar de alguns segundos até três minutos.
O primeiro estágio é caracterizado por relaxamento muscular, respiração uniforme, movimentos oculares lentos e intermitentes. O eletroencefalograma mostra uma atividade cerebral mais lenta comparado ao estado de vigília. Grande parte das pessoas diz ter consciência nesta fase e podem registrar os sons que ocorrem no ambiente e lembrar-se deles depois, por isso é considerado um estágio de quase sono ou mesmo de transição.
Estágio 2. Neste estágio requer um estímulo mais forte para que o indivíduo desperte. Essa fase ocorre ao longo da noite, somando de 45% a 55% do tempo total do sono.
Estágio 3 e 4. O estágio 3 dura apenas alguns minutos, constituindo de 3% a 8% do tempo de sono e é considerado um estado de transição para o estágio 4. Na quarta fase, há uma diminuição dos débitos cardíacos, freqüência cardíaca e a pressão arterial média.
Estágio REM. O sono REM tem seu primeiro período na noite de sono cerca de 60 a 90 minutos após ter iniciado o sono. Este estágio é caracterizado pelos movimentos rápidos dos olhos, ocorre em ciclos de 90 minutos em um adulto jovem e a cada ciclo a duração tende a aumentar, o que resulta em maior quantidade de sono REM no final da noite.
É no estado de sono REM que habitualmente acontece a maior parte dos sonhos, podendo ser definido como uma fase em que todos os músculos do organismo, exceto o diafragma e músculos oculares, encontram-se em extremo relaxamento (hipotônicos).

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

EXAMES DO SONO e TRATAMENTO


Polissonografia

O exame é realizado durante uma noite inteira de sono. O paciente é encaminhado ao laboratório de sono, onde vários fios são conectados ao paciente em um computador que registra todos os fenômenos importantes relacionados ao sono. O exame fornece dados claros sobre as fases de sono pelas quais o indivíduo passou naquela noite, sobre o padrão respiratório, evidenciando a presença de ronco e/ou apnéia, sobre quantas vezes o indivíduo despertou, sobre como variou a oxigenação do sangue durante toda a noite, sobre a presença e tipo de arritmias cardíacas, sobre movimentos das pernas, etc.


Embora a polissonografia seja atualmente o exame padrão para o diagnóstico dos distúrbios respiratórios do sono (ronco e apnéia), infelizmente ainda tem custo elevado, requer pessoal altamente treinado, equipamentos sofisticados e toma uma ou mais noites inteiras de gravação, o que muitas vezes dificulta e atrasa o diagnóstico. A vantagem desse exame é que faz diagnóstico diferencial entre a síndrome da apnéia obstrutiva do sono e outros distúrbios do sono com quadros clínicos semelhantes, como apnéia central, síndrome dos movimentos periódicos dos membros e narcolepsia.
Tipos de Tratamentos
Os tratamentos atuais para os Distúrbios do Sono incluem: procedimentos cirúrgicos; técnicas pouco invasivas como os aparelhos intra-orais e CPAP (Contínuos Positive Airway Pressure), mudanças comportamentais, conhecidas como Higiene do Sono; algumas opções medicamentosas; redução e controle do peso;
Cirurgia
O planejamento cirúrgico deve-se iniciar com uma minuciosa investigação da possível região ou regiões de obstrução da via aérea durante o sono. Três segmentos podem estar envolvidos: nariz, o palato mole (céu da boca) e a base da língua. O especialista do sono escolhe uma técnica cirúrgica específica que trate da estabilização da via aérea em cada área, após a identificação da região potencialmente mais propensa à obstrução durante o sono.

Aparelho Intra-Oral

Aparelho intra-oral é uma designação genérica bastante utilizada na medicina do sono para se referir aos vários modelos de aparelhos, que inseridos no interior da cavidade oral durante o sono, alteram a posição da mandíbula, o tônus muscular da língua, do palato mole e outras estruturas musculares. O objetivo desse tratamento é de inibir e aliviar o ronco, diminuir o número de ocorrências de hipopnéias e das apnéias obstrutivas do sono.


CPAP (Continuous Positive Airway Pressure)
O CPAP é um equipamento capaz de evitar o colapso da via aérea, baseado na emissão contínua de ar sob pressão positiva. Este é o tratamento de primeira escolha pelos especialistas, indicado para 85% dos pacientes por causa da sua eficácia e pelo alívio instantâneo para a maioria dos pacientes.



Higiene do Sono (Terapia Comportamental)
A Higiene do Sono não é um tratamento específico, mas um conjunto de regras comportamentais que quando observadas pelo paciente durante o dia, pode potencializar o sucesso de qualquer outro tratamento. Isso vem sendo utilizado nos últimos 30 anos de desenvolvimento da medicina do sono.
Um estilo de vida saudável pode resumir a higiene do sono, incluindo a abstinência ao fumo e ao álcool, uma dieta balanceada e pouco calórica associada a exercícios físicos orientados e rotineiros que estimulam a perda de peso e melhoram a qualidade de vida do paciente.
É importante que o paciente defina, dentro da sua rotina, o horário de deitar-se e levantar-se com um número de horas de sono adequadas por noite, uma vez que a privação de sono afeta o paciente com distúrbio em pelo menos duas maneiras: aumenta a sonolência diurna e diminui a qualidade de funcionamento do drive respiratório, o que piora o quadro.
A posição do corpo durante o sono também se constitui em uma das orientações dentro do conjunto da higiene do sono. Em muitos pacientes, a freqüência de eventos dos distúrbios é maior durante o sono na posição supina do que em decúbito lateral. Tem sido demonstrado que a colapsabilidade (tendência a obstrução) da via aérea não está imediatamente relacionada aos estágios, mas sim a posição do corpo durante o sono, que pode ser critica durante o Sono REM (quando o corpo se encontra relaxado). Com evidência disso, a pressão utilizada nos CPAPs para pacientes em decúbito dorsal tem que ser maior que aquela utilizada para no mesmo paciente em decúbito lateral.
A conscientização do paciente com o seu problema de saúde e seu empenho em mudar alguns hábitos diários no sentido de melhorar seu quadro clínico, tem sido demonstrada como parte importante em qualquer tipo de estratégia escolhida no tratamento.

Perda e controle do Peso

O aumento de peso é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento dos distúrbios, principalmente porque o acúmulo de tecido adiposo nas paredes da faringe diminui seu diâmetro, o que promove com mais facilidade a obstrução da faringe (garganta) durante o sono.
A perda de peso deve ser recomendada a todos os pacientes com distúrbios do sono com IMC acima de 25 kg/m². Uma perda de 10% no peso já promove melhoras no quadro clínico. Infelizmente somente de 5 a 10% dos pacientes que conseguem redução de peso, mantêm essa perda a médio e longo prazo.

fonte: Academia Brasileira de Neurologia

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

10 mandamentos para uma boa noite!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Sono – Distúrbios em adultos

A insônia é a dificuldade de iniciar o sono, mantê-lo continuamente durante a noite ou o despertar antes do horário desejado. Se considerarmos apenas esses sintomas, cerca de 95% das pessoas já apresentaram insônia uma vez na vida, segundo The Gallup Organization. Obviamente que na maioria das vezes a ocorrência de insônia é breve e não traz problemas clínicos ao indivíduo. Os insones, geralmente, se queixam que demoram para pegar no sono ou que despertam muito cedo e não conseguem mais conciliar o sono ou ainda dizem que o sono é de qualidade pobre.
Estes episódios de insônia podem estar relacionados a vários fatores, e são bastante individuais: expectativas (viagem, compromissos, reuniões, prova, etc.), problemas clínicos, problemas emocionais passageiros, excitação associada a determinados eventos, etc.
Na maioria dos casos, pelo menos um dos sintomas diurnos abaixo é relatado: fadiga; déficit de atenção, concentração e memória; disfunção social e/ou baixa produção escolar; distúrbio do humor e irritabilidade; sonolência diurna; redução de energia para as tarefas diárias e desmotivação; predisposição a erros e acidentes no trabalho e no trânsito; tensão, dor de cabeça ou sintomas gastrintestinais devido à perda de sono e estresse e preocupação sobre o sono.
Uma forma mais técnica de definir a insônia seria separando aqueles casos mais passageiros, que podem até necessitar de tratamento, mas por no máximo uma semana, daqueles casos considerados crônicos.
Os critérios utilizados são o de tempo, freqüência e período, ou seja, o tempo que o indivíduo demora para dormir ou voltar a dormir deve ser superior a 30 minutos, e esta dificuldade em iniciar ou manter o sono deve ocorrer pelo menos 3 vezes por semana e já deve estar ocorrendo há pelo menos 6 meses. É a regra TFP: Tempo (> 30 min para dormir ou ‘redormir’); Freqüência (≥ 3 vezes por semana; Período (seis meses ou mais).
Quando usamos a regra TFP, a prevalência de sintomas mais graves de insônia gira em torno de 20%. Se ainda exigirmos que o paciente apresente sintomas diurnos supostamente decorrentes da insônia (cansaço, mal-estar, humor lábil, cabeça pesada, dificuldade de memória), a prevalência cai para cerca de 10%. Insônia + sintomas diurnos são às vezes chamados síndrome da insônia.
A insônia é mais comum em mulheres e, segundo estudos, não há influência da idade na ocorrência de distúrbio do sono. Também atinge mais os conjugalmente separados e os desempregados. Entre os que se encontram empregados, os que trabalham em turnos ou se envolvem intensamente com o trabalho, tendem a ter mais insônia.
A insônia também é comum em crianças e adolescentes. Cerca de 11% dos adolescentes referem-se como maus dormidores. As principais causas são os horários irregulares, início de preocupações, estresse, e o natural atraso de fase a que estão expostos.
As crianças também podem ser afetadas pela insônia, principalmente aquelas que passaram por alguma doença e necessitaram de maior atenção familiar. Após o fim do período de doença, a criança e os pais podem ter aprendido hábitos inadequados de sono, como por exemplo atender a criança toda vez que ela desperta no berço. Geralmente, os pais se mostram bastante ansiosos, e perpetuam hábitos de pegar no colo e balançar a criança quando ela desperta à noite. Estes comportamentos tornam-se duradouros e mantêm a insônia.
Fatores que levam à insônia
A insônia está associada a múltiplos fatores e muitas vezes estão somados em um mesmo paciente. Algumas pessoas apresentam estruturalmente maior propensão à insônia (são os fatores predisponentes), e quando expostas a condições de estresse, doenças ou mudança de hábitos, desenvolvem episódios de insônia (fatores precipitantes). Estes episódios de insônia podem se perpetuar, principalmente porque o paciente tende a associar suas dificuldades de dormir a uma série de comportamentos: esforço para dormir, permanência na cama só para descansar, elaboração de pensamentos e planejamentos, atenção a suas preocupações, atenção a fenômenos do ambiente, como ruídos e pessoas que estão dormindo, havendo sempre uma hipervalorização destes fatos, o que realimenta a insônia.
Na insônia, o paciente encontra-se com o grau de alerta elevado (hiperalerta), o que significa que a temperatura de seu corpo é maior, o ritmo cardíaco está mais elevado e os hormônios como cortisol e adrenalina (hormônios associados ao estresse) estão mais altos no sangue e na urina.
Uma maneira de sintetizar os diversos fatores associados à insônia é defini-la como uma desordem resultante do hiperalerta, o qual pode ser:
  1. Fisiológico: temperatura, hormônios;
  2. Cognitivo (pensamento dependente): ruminação de pensamentos à noite, preocupações, os quais podem agir como fatores predisponentes, precipitantes e perpetuantes (atenção seletivamente dirigida ao tempo (relógio), aos problemas de sono à noite e a suas conseqüências durante o dia);
  3. Comportamental: práticas sono-inibidoras, como horários irregulares de deitar-levantar, uso de álcool, alimentação noturna copiosa, alimentos estimulantes (chá, café, chocolate, guaraná, coca-cola), assistir TV no quarto, etc.);
  4. Neurocomportamental: a atividade elétrica do cérebro dos pacientes com insônia apresenta diferenças (apresenta aumento dos ritmos mais rápidos chamados beta), o que permite que acordem mais facilmente, tenham mais memória para os fatos ocorridos à noite e permite que o paciente volte mais facilmente a pensar em suas preocupações.
Tratamentos da insônia
O tratamento da insônia pode necessitar do concurso de outros profissionais. O paciente é visto por neurologistas, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, etc. O tratamento envolve a utilização de medicações, mas na maioria das vezes o primeiro passo é a retirada de remédios que estão sendo usados incorretamente.
No Departamento Neuro-Sono da Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, o paciente é visto por um psicólogo, o qual iniciará uma terapia comportamental cognitiva específica para pessoas com insônia. Esta técnica consiste em medidas que visam organizar horários e hábitos do paciente que são incompatíveis com um sono saudável (uso de alimentos estimulantes, álcool, alimentação noturna copiosa, entre outros); abolir estímulos desagradáveis associados com a insônia, como por exemplo o quarto e a cama, que com os meses ou anos de insônia passam a ser um local de tortura e não de descanso e prazer, associados à recuperação de nossa vitalidade para o dia-a-dia; técnicas de relaxamento orientadas por fisioterapeutas; orientação cognitiva para redução de preocupações associadas ao sono ou ao horário de dormir. O paciente com insônia perde a confiança em sua capacidade de dormir, e muito freqüentemente acha que nunca mais conseguirá voltar a dormir como antes.
Um aspecto de extrema importância é a atenção às preocupações e tensões que o paciente esteja vivenciando. Esta é uma marca da insônia. O paciente precisa ser educado ou treinado a não ficar elaborando suas dificuldades próximo ao horário de dormir, ou ainda durante a noite, quando acorda. Todos acordam durante a noite, mas voltam a dormir quase que imediatamente, sem sequer lembrar disso no dia seguinte. O paciente com insônia “aproveita” esses despertares para se dedicar aos seus problemas.
Ao acordar, “tudo volta à cabeça”, dizem. O terapeuta envolvido com o paciente utilizará recursos para evitar que o paciente se envolva com suas preocupações diárias na hora de dormir. Assim, por exemplo, se o paciente acordar e não conseguir voltar a dormir brevemente, deverá sair da cama e ir a um outro recinto ler ou ouvir música. Não poderá aproveitar o tempo para planejar as coisas do seu trabalho. Aquele tempo tem que ficar bem claro para o cérebro que é para dormir. Com pouco tempo o paciente desaprende esta má prática e concilia o sono.

Ronco
Um sintoma muito característico de distúrbio de sono é o ronco. O ronco ainda hoje é interpretado popularmente como sinal de que o indivíduo dorme bem, mas é justamente o contrário. Quem ronca força sua musculatura respiratória para além de seus limites, e sobrecarrega o coração de trabalho. Ao longo do tempo, o indivíduo que ronca pode ficar hipertenso e/ou apresentar infarto do miocárdio ou derrame cerebral.
O ronco primário caracteriza-se pelo som alto emitido pela respiração durante o sono e pela ausência de apnéias, hipoventilação ou microdespertares. É reconhecido como precursor da síndrome da apnéia obstrutiva do sono. É extremante comum e acomete mais de 40% dos adultos, depois de 40 anos de idade. É promovido e intensificado quanto maior a queda do tônus muscular durante o sono e conseqüente diminuição do diâmetro da faringe (garganta). Isso gera um aumento na velocidade do ar, que pode promover a vibração de estruturas moles da garganta e provocar o conhecido som do ronco.
No passado, o ronco era encarado como motivo de riso, mas hoje passou a ser um problema social sério, que pode colocar um ponto final no relacionamento de muitos casais, ou ainda aumentar a chance do parceiro de desenvolver quadro de insônia e/ou depressão, embora não se constitua num motivo de incômodo para o próprio roncador.
Os sinais e/ou sintomas são: obesidade, memória, cognição, libido, disfunção erétil (impotência), pescoço grosso, perímetro abdominal elevado, boca pequena, queixo para traz, amígdalas grandes



Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS)
A apnéia obstrutiva do sono caracteriza-se pela obstrução da via aérea ao nível da garganta durante o sono, levando a uma parada da respiração, que dura em média 20 segundos. Após esta parada no fluxo de ar para os pulmões, o paciente acorda, emitindo um ronco muito ruidoso.
A apnéia obstrutiva do sono pode ocorrer várias vezes durante a noite, havendo pacientes que apresentam uma a cada um ou dois minutos. Durante a apnéia, a oxigenação sangüínea pode cair a valores críticos, expondo o paciente a problemas cardíacos.
A apnéia obstrutiva do sono ocorre em cerca de 5% da população geral, mas esta cifra aumenta muito quando consideramos faixas etárias acima de 50 anos de idade, onde pode ocorrer em cerca de 30% ou mais dos indivíduos. Os homens são mais propensos a apresentar apnéia obstrutiva do sono. A suspeita de apnéia obstrutiva do sono depende da queixa de ronco e outras variáveis clínicas, como sonolência durante o dia, problemas de memória, pressão alta, alterações da glicose sangüínea, obesidade, queixo e/ou boca pequena (retrognatia), redução de libido e mesmo impotência.
Os aparelhos intra-orais vêm desempenhando um papel importante no tratamento de pacientes com quadro de SAOS de grau leve a moderada com índice de apnéia-hipopnéia de até 30 eventos por hora de sono. Esses dispositivos intra-orais são desenhados com a finalidade de aumentar o espaço aéreo faríngeo através da protrusão mandibular ou lingual e do aumento do tônus muscular, principalmente do músculo genioglosso. Essa promissora alternativa para o uso do aparelho tem tratado muitos pacientes com SAOS na última década em todo o mundo. Eles são indicados para tratamento de ronco simples, dos quadros leves e moderados de apnéia.
No geral, os distúrbios respiratórios do sono são acompanhados de sonolência excessiva diurna, cansaço, comprometimento da memória e atenção, falta de disposição, irritabilidade, quadros depressivos, aumento do risco de acidentes com automóveis. E ainda comprovadamente pode levar a perda cognitiva, queda na qualidade de vida, hipertensão, insulino-resistência, arritmia, infarto, acidentes vasculares cerebrais.
Em longo prazo, pacientes com apnéia obstrutiva do sono podem desenvolver doenças nas artérias, pois estão submetidos a uma inflamação subclínica (perceptível apenas através de exames laboratoriais), facilitando acúmulo de colesterol na parede das artérias, além de precipitar a ocorrência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). Também pode se desenvolver a síndrome metabólica, que é a ocorrência de distúrbios dos lípides e glicose sangüínea, hipertensão arterial e aumento da circunferência abdominal. Quem apresenta esta síndrome tem uma tendência maior a ter infarto do miocárdio e AVC.

Síndrome das Pernas Inquietas
A síndrome das pernas inquietas é a mais comum das doenças do sono, da qual poucos ouviram falar. Afeta cerca de 7% da população e se caracteriza principalmente por uma profunda sensação desagradável nas pernas, nos ossos e, às vezes, como se fosse uma coceira ou friagem, choque, formigamento, e eventualmente dor. Estes sintomas são acompanhados de uma sensação de angústia e imensa necessidade de mover as pernas, ou ainda massageá-las, alongá-las ou mesmo espancá-las em algumas situações.
Os sintomas ocorrem principalmente na hora de se deitar, mas podem ocorrer em qualquer momento em que o indivíduo fica parado (sentado ou deitado), seja para descansar ou qualquer outra atividade que não exija movimentos. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem ser tão intensos que o paciente não consegue iniciar o sono.
Alguns pacientes quando dormem apresentam abalos nas pernas (chutes) durante quase toda a noite. Isto não deve ser confundido com SPI, assim como não é SPI o comportamento de algumas pessoas caracterizado por movimentos repetitivos das pernas ou pés, os quais podem ser apenas maneirismos ou estratégias para aumentar o grau de alerta após uma noite mal dormida.
Sono insuficiente
O sono insuficiente é uma doença decorrente do comportamento do próprio indivíduo, que voluntariamente reduz seu período de sono. As causas são muito variadas para tal comportamento, mas é comum a tentativa de conciliar o trabalho diurno com o estudo noturno. A pessoa passa a dormir menos que o necessário para suas necessidades de sono, e após algum tempo começa a manifestar sonolência diurna, falta de atenção e memória, cochilos indesejáveis, mau rendimento escolar e no trabalho, por exemplo. A solução é simples: deve-se dormir mais.
O atraso de fase do sono caracteriza-se pelo atraso no horário de dormir, ou seja, são pessoas que tendem a dormir muito tarde, normalmente após as 2 horas da madrugada. Como não conseguem dormir mais cedo, são confundidos com os portadores de insônia.
fonte: Academia Brasileira de Neurologia


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