"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Obesidade como fator de risco



A obesidade é fator de risco de enorme importância para as principais causas de mortalidade, morbidade e incapacitação no Brasil - doenças cardiovasculares, doenças do aparelho locomotor, diabetes, entre outras. A obesidade é um excesso de gordura no corpo que, na prática, é medido pela relação entre o peso e a altura, que apesar de não ser a forma mais precisa, vale para grandes populações.

A fórmula mais precisa é a medição da cintura, que deve ser de até 80cm para mulheres e de até 90 cm para os homens. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) formulou um parâmetro para definir a obesidade, derivado da altura e do peso do paciente. Este parâmetro é conhecido como índice de massa corporal (IMC), calculado através da fórmula: IMC = peso (valor em quilogramas) dividido pela altura (valor em metros) ao quadrado. A obesidade é definida como um índice de massa corporal (IMC) com valor acima de 30.


Através da medida do IMC, classificam-se diferentes graus de obesidade. Indivíduos com IMC compreendido entre os valores 18,5 a 24,9 são definidos como normais; um IMC compreendido entre 25,0 a 29,9 classifica o indivíduo em uma graduação de sobrepeso; finalmente, pacientes com IMC de valor igual ou superior a 30,0, são considerados obesos.
Para evitar a obesidade, coma 3 ou 4 refeições balanceadas, pobres em gorduras, e com muitas fibras todos os dias. Todas as vezes que você come mais do que o necessário, o seu corpo irá guardar o excesso em forma de gordura.

Uma boa dieta é essencial não só para combater as doenças cardiovasculares, mas pode ainda diminuir o risco de vários tipos de câncer.

Técnicas para evitar a Obesidade:
01. Mantenha um diário alimentar
02. Maximize a percepção da alimentação evitando a alimentação automática
03. Identifique os desencadeadores ("gatilhos") da alimentação
04. Não faça nada diferente enquanto come (ver TV ou ler jornal, por exemplo)
05. Alimente-se no local adequado, sentado - não coma em pé ou andando
06. Pouse os talheres entre os bocados e mastigue devagar os alimentos
07. Use uma lista durante as compras e não faça compras em jejum ou com fome
08. Compre alimentos que requerem preparo
09. Mantenha alimentos saudáveis à vista e alimentos problemáticos fora da visão
10. Não coloque as travessas da mesa durante a refeição
11. Coma uma porção de cada vez e saia da mesa após alimentar-se
12. Evite dar e trocar receitas calóricas de alimentos
13. Prepare-se com antecedência para eventos especiais e situações que podem colocar seu emagrecimento em risco, comendo por exemplo, seis nozes antes

segunda-feira, 5 de julho de 2010

CELULITE

Mais de 99% das mulheres têm ou terão celulite. Quais os tratamentos que realmente funcionam e quais são perda de tempo e dinheiro?



O que é celulite?
Conceito: Celulite é uma condição que afeta o tecido subcutâneo, em especial o tecido gorduroso. A celulite geralmente apresenta-se na forma de irregularidades na superfície da pele devido a alterações nas camadas de gordura subcutânea. Sua aparência é de covinhas ou rugosidade tipo casca de laranja.
Apesar de ser uma doença de pouca implicação clínica, traz grandes preocupações estéticas às mulheres, muitas vezes levando a constrangimentos quando são usados trajes curtos ou de banho.
Existe outra condição médica também denominada celulite infecciosa, resultado de infecção do tecido subcutâneo.
Causas da celulite
A celulite é causada por uma combinação de alterações no tecido conjuntivo subcutâneo e pelo acúmulo de gordura.
O corpo é revestido pela pele, seguida do tecido conjuntivo e depois da gordura. Existem pequenas fibras que ligam a pele passando pela gordura até os músculos para garantir a firmeza da pele. Com o acúmulo de gordura a pele é pressionada para cima, enquanto as fibras mantêm algumas regiões presas, formando as covinhas e as irregularidades da celulite.
A celulite está relacionada a fatores como:
Sexo feminino. Devido ao padrão feminino de acúmulo de gordura nos quadris, nádegas e coxas.
Excesso de peso. O acúmulo de gordura é crítico para o surgimento de celulite.
Envelhecimento. Com avançar da idade a pele torna-se menos elástica favorecendo o aparecimento de celulite.
Sedentarismo. Um estilo de vida inativo favorece o acúmulo de gorduras e outros fatores relacionados a piora do metabolismo.
Estresse. O estresse pode ser componente no processo de desenvolvimento de celulite por ter conseqüências no metabolismo.
Anticoncepcionais hormonais. Medicamentos a base de hormônios femininos pode favorecer o acúmulo de gordura e aparecimento de celulite.
Sintomas da celulite
A celulite varia em intensidade, podendo apresentar diversos graus ou estágios. Segundo a escala Nurnberger – Muller existem 04 estágio:

Estágio 0: Não existem irregularidades na superfície da pele quando pessoa está de pé ou deitada. No entanto, quando se pinça a região afetada com os dedos das mãos, surgem rugosidades na pele, mas não surgem depressões ou covinhas.
Estágio 1: Não existem irregularidades na superfície da pele quando pessoa está de pé ou deitada. No entanto, quando se pinça a região afetada com os dedos das mãos, surgem rugosidades na pele, depressões e covinhas.
Estágio 2: A pele apresenta rugosidades, depressões e covas espontaneamente quando a pessoa está de pé, mas não quando está deitada.
Estágio 3: As rugosidades e covinhas estão aparentes mesmo quando a pessoa está deitada. Casos mais avançados apresentam nódulos, endurecimento da pele, que assume aspecto lustroso.
Conseqüências da celulite
As principais conseqüências da celulite são estéticas com comprometimento do auto-estima e do convívio social, principalmente em graus avançados.
Diagnóstico da celulite
O diagnóstico da celulite é feito por meio do exame físico pelo médico. A identificação dos estágios de celulite é importante para indicar o tipo de tratamento e manejo adequados.
Tratamento da celulite
O tratamento da celulite deve seguir padrões rigorosos da medicina moderna, do contrário, corre-se o risco de perder tempo e dinheiro.
Tratamentos efetivos para celulite incluem:
Perda de peso. Perder peso por meio de uma dieta saudável e atividades físicas é o tratamento mais efetivo contra a celulite. Reduzir alguns quilos e tonificar os músculos das regiões afetadas pode melhorar a aparência da pele e reduzir a celulite.
Terapia com lasers. Tratamentos que usam laser, radiofreqüência, infravermelho e massagens estão disponíveis no mercado e mostraram-se efetivos no tratamento da celulite quando empregados em várias sessões com freqüência de pelo duas vezes por semana. Os resultados, no entanto, foram temporários, durando em torno de 06 meses.
Muitos outros tratamentos e aparelhos são propagandeados para o tratamento da celulite, mas poucas evidências científicas foram a apresentadas a seu favor:
Lipoaspiração. Neste procedimento a gordura é sugada através de cânulas pelo cirurgião para modelar o corpo. No entanto, a lipoaspiração não provou-se efetiva contra a celulite, podendo até mesmo piorá-la.
Massagens, drenagem linfática e endermologia. Alguns tratamentos para celulite são baseados no conceito de que massagens melhorariam o fluxo sanguíneo, removeriam toxinas e reduziriam o acúmulo de líquidos em áreas de celulite. Apesar destes métodos trazerem alguma melhora na aparência da pele, os resultados são de curta duração.
Cremes. Uma variedade de cremes são propagandeados no tratamento da celulite, mas nenhum estudo ou pesquisa científica mostrou que algum deles oferecesse melhoria da celulite.
Prevenção da celulite
Prevenir a celulite é um desafio, pois existem diversos mitos sendo espalhados sobre esta condição, desde a ingestão de chás, chocolates, frituras e refrigerantes.
Não existem estudos mostrando que chás, cremes ou massagens possam prevenir a celulite. Também não existem evidências de que chocolate, frituras, refrigerantes ou até mesmo açúcar sejam causadores diretos de celulite. Mas existem evidências de que uma alimentação saudável contribui para manutenção do peso ideal.
A prevenção de celulite tem seu segredo na manutenção do peso ideal e na prática de atividades físicas regulares.



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Esporte Seguro


Clique na figura e veja.
 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

COMO PERDER PESO COM A DIETA ALIMENTAR

A chave para perda de peso também pode ser o Déficit Calórico. O indivíduo, em síntese, deve ingerir, basicamente, a quantidade de alimento necessária para suprir a energia gasta diariamente.
A energia não aproveitada pelo organismo é estocada em forma de gordura, gerando a obesidade. A fim de conseguirmos um equilíbrio entre o ganho e a perda de energia, podemos lançar mão do método da CONTAGEM DE CALORIAS. Quanto maior for o déficit calórico, mais rápido se consegue a perda de calorias.
Para emagrecer o total de calorias consumidas deverá ser inferior ao total de calorias gastas.

Exemplo:
X = Gasto calórico do corpo: 2000 kcal
Y = Calorias ingeridas: 1500 kcal
X – Y = -500 kcal (débito) R=resultado/ emagrecimento

CONTAGEM DE CALORIAS
A contagem de calorias pode não ser um método muito prático para a maioria das pessoas que geralmente não têm tempo para elaborar um cardápio com limites calóricos, mas por outro lado pode ser muito útil nos primeiros estágios da dieta , pois tendo conhecimento do que se come propicia-se substituir um alimento altamente calórico por outro de baixa caloria.
No início a contagem exige um certo esforço , mas uma vez que você aprende, se torna um estilo de vida, pois você passa a dar preferência aos alimentos nutritivos podendo eliminar a contagem de calorias.
Como saber quantas calorias devemos ingerir?
Caloria é uma medida usada, freqüentemente, para expressar o calor ou valor energético do alimento e da atividade física. Através do método de calorimetria direta descobriu-se que cada alimento libera um determinado calor ao ser queimado. O calor liberado pela queima é enunciado como o valor energético do alimento. Por exemplo: uma colher de margarina ao ser queimada são liberadas 100 kcal., ou seja, no organismo esse alimento sofre o mesmo processo liberando a mesma quantidade de energia.
Uma caloria é uma medida usada para expressar o calor ou valor energético do alimento e da atividade física. É definida como o valor necessário para elevar a temperatura de 1 kg (1L) de água em graus centígrados de 14,5 15,5 graus. Assim sendo uma caloria é designada mais corretamente como quilocaloria (Kcal).


CALORIA DOS ALIMENTOS
Uma caloria é uma medida usada para expressar o calor ou valor energético do alimento e da atividade física. É definida como o valor necessário para elevar a temperatura de 1 kg (1L) de água em graus centígrados de 14,5 15,5 graus. Assim sendo uma caloria é designada mais corretamente como quilocaloria (Kcal).


Cálculo de Necessidades Diárias de Energia


Qual é a necessidade diária de energia de seu corpo?


Cada indivíduo gasta uma certa quantidade de energia básica, mais a energia extra para atividades físicas.


Gasto energético básico:
Para cada kg de peso são necessários 1,3 kcal para cada hora. (ex: um atleta pesando 65kg precisaria 1,3 x 24 horas x 65 kg por dia)
Gasto energético Ativa:
Para cada kg de peso são necessários 1,5 kcal para cada hora.
Gasto energético Atlética:
Para cada kg de peso são necessários 1,6 kcal para cada hora.
Gasto energético extra (deve ser somado ao básico):
Para cada hora de treino são necessários em média 8,5 kcal para cada kg de peso. (ex: um atleta pesando 65kg treinando 2 horas, necessitaria de 8, 5 x 2 horas x 65 kg= 1105 calorias extras em sua dieta diária)
Este atleta de 65Kg treinando 2 horas por dia necessita de uma ingesta calórica de aproximadamente de 3.133 kcal para suprir suas necessidades diárias de energia.
Combustível energético
Como um carro precisa de combustível, nosso corpo precisa para seu bom funcionamento de:


50% - 60% Carboidrato (açúcar, doces, pães e bolos)
20% - 30% Lipídeos (óleo e produtos que contém óleo)
10% - 15% Proteína (ovos, leite, carne, peixes, etc...)
Valor calórico (Nota: 1 caloria = 1 Kcal)
Carboidratos - 4 kcal
Lipídeos - 9 kcal and
Proteínas - 4 kcal





Quanto um atleta pesando 50 kg necessitaria em termos de carboidratos, proteínas e lipídeos?
Carboidratos: 57% de 2410=1374 kcal - 4 kcal por grama=1374 / 4=343 gramas
Lipídeos: 30% de 2410=723 kcal - 9 kcal por grama=723 / 9=80 gramas
Proteínas: 13% de 2410=313 kcal - 4 kcal por grama=313 / 4=78 grama (Para se calcular a quantidade de proteínas em gramas que devem ser ingeridas por um adulto acima de 19 anos basta multiplicar seu peso por 0.8)




Então vamos calcular?


ABRIR

 

Esse cálculo pode ser mais apurado quando levamos em conta a idade e o sexo. A fórmula abaixo pode ser utilizada: 

Taxa de Metabolismo Basal (TMB) - é a quantidade de energia necessária para o funcionamento do organismo.



Homem: TMB = 66,5 + (14 * peso em Kg) + (5 * altura em cm) + (6,7 * idade em anos)
Mulher:  TMB = 66,5 + (9,6 * peso em Kg) + (1,8 * altura em cm) + (4,7 * idade em anos)


Considera-se também o Nível de Atividade Física com os seguintes parâmetros:
1- SEDENTÁRIO - uma pessoa que fica sentada em frente a uma escrivaninha ou em casa o dia todo sem atividade real. -
TMB * 1,2

2 - ATIVIDADE DE INTENSIDADE LEVE - pessoa envolvida em atividades domésticas ou que caminha pelo menos 15 minutos, 2 ou 3 vezes por semana.
TMB * 1,375

3 - ATIVIDADE DE INTENSIDADE MODERADA - pessoa que costuma realizar caminhadas de até 30 minutos, dançar, praticar jogos de recreação com amigos, futebol, volley, ginástica, natação.
TMB * 1,55

4 - ATIVIDADE DE INTENSIDADE ALTA - São os praticantes de Cooper com duração de pelo menos 30 minutos, musculação, ginástica e jogos de recreação mais de 3 vezes por semana.
TMB * 1,725

5 - ATIVIDADE DE INTENSIDADE MUITO ALTA - São os praticantes de triatlo, maratonas, ciclismo e atletas profissionais.
TMB * 1,9

O resultado encontrado na equação é o valor calórico para MANUTENÇÃO do peso. Para promover a redução de peso basta reduzir em cerca de 25% o número de calorias ingeridas.
Observe que ao diminuir o seu peso, também diminuirá a quantidade de calorias diárias a serem ingeridas para que se mantenha o processo de emagrecimento. Assim sendo, há necessidade de atualizar constantemente os cálculos para que os resultados sejam alcançados.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Medicamentos para Emagrecer : Indicações, Opções e Riscos


Muito se tem discutido a respeito das drogas utilizadas no tratamento da obesidade. Muitos especialistas são contra o uso de certas drogas, bem como, alertam para o abuso que muitos indivíduos, ou mesmo profissionais não-especialistas, andam cometendo.
 
É comum que uma pessoa que deseja emagrecer procure a farmácia em busca de uma solução rápida, como se tomar determinado "remédio" fosse o necessário para alcançar o seu peso ideal achando que, se deu certo com um "colega" dará também consigo. Porém, por trás dessa ilusória rápida perda de peso, se escondem efeitos colaterais e insucesso.
É claro, hoje, entre os especialistas, e várias pesquisas já mostraram isso, que somente o uso de drogas para emagrecer não é suficiente para uma perda de peso permamente, saudável e eficiente. A obesidade é multifatorial e num plano para perda de peso devem estar envolvidos: mudança nos hábitos alimentares, atividades físicas e uma equipe de apoio (médicos e nutricionistas).
 
Por outro lado, já está bem estabelecido que em indivíduos muito obesos, com complicações de saúde, há uma forte indicação para o uso de drogas para a perda de peso. Somente os médicos podem prescrever alguma droga para um indivíduo obeso, fundamentando a sua escolha em rígidos critérios clínicos para a definição correta de qual medicamento usar, bem como qual paciente deve ou não se beneficiar desse tipo de tratamento, baseando sua decisão em evidências científicas comprovadamente seguras. O Royal College of Physicians da Inglaterra recomenda que medicamentos para emagrecer sejam usados somente para adultos com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 30 e que já tenha tido fracasso na perda de 10% de seu peso através de uma combinação de dieta, exercício e mudança de comportamento. Ou seja, o primeiro passo para emagrecer é dieta, exercício e mudança de hábito.

O Consenso Latino-americano em Obesidade preconiza que o tratamento medicamento pode ser amplicado quando :
  • I.M.C. igual ou maior que 30
  • I.M.C. igual ou maior que 25, se acompanhado de outros Fatores de Risco como Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus tipo 2, Hiperlipidemia, etc.
  • Quando o tratamento convencional (dieta+exercícios) não obteve êxito.
Preconiza ainda, que as premissas fundamentais para a indicação da farmacoterapia em obesidade são :
  • A medicação não deve ser o único meio de tratamento (ou seja, deve estar associada a dieta + exercícios)
  • Deve estar focada para o tratamento geral do paciente e não exclusivamente para a redução de peso
Sempre deve ser prescrita e acompanhada por um médico 

Classificação dos fármacos
Os fármacos para o combate da obesidade se dividem em 3 grupos principais, de acordo com o seu principal modo de ação, atuando :
  1. Sobre o sistema nervoso central modificando o apetite ou a conduta alimentar
    • Catecolaminérgico : Fentermina, Fenproporex, Anfepramona (Dietilpropiona), Mazindol, Fenilpropanolamina
    • Serotoninergico : Fluoxetina , Sertralina
    • Serotoninergico + Catecolaminergico: Sibutramina

  1. Sobre o metabolismo, incrementando a termogênese (com produção de calor e maior consumo de calorias)
    • Efedrina, Cafeina e Aminofilina
  1. Sobre o sistema gastrointestinal diminuindo a absorção de gorduras
    • Orlistat

Substância
Mecanismo de Ação
Dose
Efeitos Colaterais
Nome Comercial*
Catecolaminérgicos




Fentermina
Diminue a ingestão alimentar por mecanismo noradrenérgico
30 - 60 mg/dia
Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade
Ionamin, Adipex, Fastin, Banobese, Obenix, Zantril
Fenproporex
Diminue a ingestão alimentar por mecanismo noradrenérgico
20 - 50 mg/dia
Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade
Desobesi-M, Inobesin, Lipomax AP.
Anfepramona (Dietilpropiona)
Diminue a ingestão alimentar por mecanismo noradrenérgico
40 -120 mg/dia
Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade
Dualid S, Hipofagin, Inibex, Moderine, Obesil
Mazindol
Diminui a ingestão alimentar por mecanismo noradrenérgico e dopaminérgico. Não é derivado da feniletilamina como os três anteriores.
1 - 3 mg/dia
Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade
Dasten, Fagolipo
Fenilpropanolamina
Atua aumentando a ação adrenérgica
50 - 75 mg/dia
Sudorese, taquicardia, eventualmente aumenta a pressão arterial
Vende-se sem restrição em alguns países. Accutrim, Dexatrim.
Serotoninérgicos




Fluoxetina
Inibição da recaptação da serotonina
20 - 60 mg/dia
Cefaléia, insônia, ansiedade, sonolência e diminuição do libido
Prozac
Sertralina
Inibição da recaptação da serotonina
50 - 150 mg/dia
Cefaléia, insônia, ansiedade, sonolência e diminuição da libido
 --
DexFenfluramina
Age sobre a serotonina
Retirada do mercado
Sonolência, cefaléia, boca seca e aumento do ritmo intestinal. Problemas nas válvulas cardiácas.
Isomeride, Delgar, Fluril, Fatinil
Serotoninérgicos e Catecolaminérgicos




Sibutramina
Inibição da recaptação da serotonina e da noradrenalina, central e perifericamente, diminuindo a ingesta e aumentando o gasto calórico
10 - 20 mg/dia
Boca seca, constipação, taquicardia, sudorese, eventualmente aumento da pressão arterial
Meridia, Reductil, Plenty
Fenfluramina
Age sobre a serotonina e da noradrenalina
Retirada do mercado
Sonolência, cefaléia, boca seca e aumento do ritmo intestinal. Problemas nas válvulas cardiácas.
Minifage AP e Lipese AP
Termogênicos




Efedrina
Agonista adrenérgico
50 - 75 mg/dia
Sudorese, taquicardia, eventualmente aumento da pressão arterial
 --
Cafeína
Aumento da ação da noradrenalina em terminações nervosas potencializando o efeito da efedrina
100 - 300 mg/dia
Gastrite, taquicardia
 --
Aminofilina
Aumenta a ação da noradrenalina em terminações nervosas potencializando o efeito da efedrina
300 - 450 mg/dia
Gastrite, taquicardia
 --
Inibidor da absorção intestinal de gorduras




Orlistat
Atua no lúmen intestinal inibindo a lipase pancreática que é uma enzima necessária para a absorção de triglicerídeos
No máximo 120 mg, em 3 tomadas diárias, antes das refeições.
Esteatorréia (diarréia gordurosa), incontinência fecal, interfere na absorção das vitaminas A, D, E e K, necessitando de suplementação.
Xenical
* Os nomes comerciais podem ser tanto de produtos comercializados no Brasil como nos EUA


Ressalta-se que os compostos catecolaminérgicos não devem ser confundidos com as anfetaminas, apesar de poderem ser derivados destas; esses também possuem ação termogênica. Tanto os catecolaminérgicos como os serotoninérgicos, podem às vezes serem chamados em conjunto de Anorexígenos.
A Fluoxetina e a Sertralina, apesar de não serem regulamentados como medicamento anti-obesidade, pode ser útil em alguns tipos de pacientes obesos, como em comedores compulsivos, bulimia nervosa e obesos deprimidos.
Além dessas drogas, outras substâncias são usadas no tratamento medicamentoso da obesidade. Substâncias como ansiolíticos, diuréticos, fibras, fitoterápicos, fórmulas manipuladas, fórmulas naturais, hormônio do crescimento e hormônios tiroideanos. Cada qual com a sua aplicação específica, e alguns deles apresentando resultados não muito bem estabelecidos, ainda em estudo por vários trabalhos científicos a respeito da eficácia dessas substâncias.
Duas novas substâncias estão sendo estudadas e utilizadas para o emagrecimento, são elas: a Leptina e a Colecistocinina. A Leptina, neuropeptídeo com ação de supressão do apetite,  tem criado boas expectativas em torno dos seu potenciais efeitos sobre o controle da ingesta e sobre diferentes parâmetros metabólicos da obesidade; entretanto há ainda discrepância entre os estudos, necessitando de uma maior avaliação para a sua liberação. A Colecistocinina é um neurotransmissor que é capaz de produzir sensação de saciedade; muitas companhias estão testando-a, mas estão no começo, levando ainda algum tempo para a comprovação da eficiência dessa substância.
A maioria das substâncias acima citadas já foram bem estudadas. O Orlistat (Xenical), por exemplo, tem sido largamente estudado, e alguns estudos têm mostrado sua real efetividade quando comparado a grupos que usavam placebo.
 
Características desejadas do Fármaco
  • Que seu efeito final seja sobre os tecidos adiposos e não sobre a água do corpo e/ou sobre os músculos
  • Que não tenha efeitos colaterais importantes e sejam bem tolerados (a curto e longo prazos)
  • Que sejam comprovados por estudos clínicos confiáveis, e que sejam aprovados pelas organizações competentes de cada país.

Duração do tratamento
Sabe-se que a suspensão temporária desses fármacos leva a retomada de ganho de peso (parecido ao que acontece com medicações antidiabéticas ou antihipertensivas). Dessa forma, aconselha-se que a duração do tratamento seja prolongada, tanto quanto seja necessário, em particular em pacientes que apresentem outros fatores de risco. Ressalta-se novamente que o uso isolado do medicamento deve ser evitado. A dieta e os exercícios físicos devem estar fortemente inclusos no tratamento, para que quando da suspensão gradual do medicamento, o novo peso seja mantido, conforme mostram algumas pesquisas realizadas.
Por outro lado,  se após 3 meses de tratamento medicamentoso não se atingir 5% de perda de peso, o medicamento deve ser reavaliado pelo médico, ou mesmo suspenso por este, segundo afirma o Royal College of Physicians da Inglaterra.


Problemas a longo prazo
O uso de qualquer medicamento pode levar a simples efeitos colaterais, suportáveis, e que não agredidem seriamente a saúde do indivíduo, mas também podem ocasionar sérios efeitos, com prejuízo a saúde. Daí a necessidade da realização de estudos clínicos bem controlados e bem desenhados (duplo-cego, randomizados, multicêntricos) para a real comprovação da eficácia e da isenção de efeitos colaterais mais sérios.
Um exemplo de um efeito colateral sério após o uso de drogas para emagrecer, foi o que ocorreu com a combinação "phen-fen" (Fentermina+Fenfluramina, comercializados como Pondimin e Redux). Em 8 de julho de 1997, um grupo de pesquisadores da Clínica Mayo, relatou 24 casos de mulheres que haviam desenvolvido uma doença nas válvulas cardíacas após a utilização dessa combinação. A partir de então, o FDA (Food and Drug Administration) recebeu várias notificações de novos casos, inclusive de pacientes que só usaram Fenfluramina ou Dexfenfluramina. Então, os laboratórios responsáveis retiraram o medicamento do mercado, e iniciaram uma extensa pesquisa sobre esse grave efeito colateral. Alguns estudos mostraram que não há evidência de efeitos colaterais do tipo infarto do miocárdio, miocardiopatia e alguns tipos de doenças valvulares, mas comprovaram que realmente há uma maior incidência de regurgitação aórtica devido ao comprometimento da válvula cardiáca aórtica. Recentemente, os laboratórios envolvidos pagaram $ 3,75 bilhões de doláres em indenizações aos milhares de consumidores que utilizaram essas medicações. É recomendado aos pacientes, que fizeram uso destas medicações, que procurem um médico para fazerem um "check-up" para se excluir qualquer possibilidade de seqüelas, apesar de ser pequeno o número de pacientes afetados.
Conclusões
O uso de medicamentos ou qualquer outra substância para emagrecer é eficaz no tratamento da obesidade, mas somente nos casos que tenham indicação. Por isso, nada de tomar medicações por conta própria, fuja de qualquer um que lhe ofereça fórmulas, remédios... O que dá certo para alguém, pode causar sérios danos à sua saúde.
Como já foi dito várias vezes neste artigo, o tratamento para a obesidade é fundamentalmente uma mudança de comportamento (alimentação saudável e exercícios). Procure o apoio de profissionais especializados, como médicos e nutricionistas, eles sim saberão escolher o melhor plano de emagrecimento, e também saberão aplicar, quando necessário, algum medicamento para ajudar no tratamento.
Assim, antes de pedir ao seu médico ou comprar o "remédio" na farmácia, por conta própria, o que é pior, pergunte-se a si mesmo se você está pronto para mudar seus hábitos de vida.
Por: Claudio Giulliano Alves da Costa  -  Médico - Pesquisador Associado do NIB/UNICAMP
Fonte: nutriweb


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