"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Alterações Cardiovasculares Ocasionadas pela Obesidade

Nos EUA, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte tanto para homens como mulheres, sendo responsável por 41% de todas as mortes, segundo informações da American Heart Association. Várias são as alterações cardiovasculares ocasionadas pela obesidade, achados tais como alto débito cardíaco, congestão sistêmica-pulmonar, sobrecarga volêmica e/ou pressórica de ventrículo esquerdo, hipertrofia ventricular esquerda excêntrica e complancência diminuída, levam ao conceito da chamada cardiomiopatia da obesidade (veja na figura abaixo um exemplo esquemático do coração de um indivíduo normal - não obeso e de uma pessoa obesa).



Tal conjunto de alterações levam a grande número de sintomas e outras doenças. Estima que 75% da hipertensão na população em geral pode estar diretamente associada a obesidade. A obesidade ainda eleva os níveis de colesterol no sangue, aumentando o "mal-colesterol" (LDL) e diminuindo o "bom-colesterol" (HDL). Outras alterações promovidas pela obesidade inclue dando renal e resistência insulínica que leva a diabetes mellitus tipo II. Um estudo demonstrou que homens, entre 45 e 54 anos de idade que não são obesos, têm 35% de risco de desenvolver doença coronariana durante seu vida; esse risco aumenta para 38% para os que são levemente obesos, 42% para aqueles moderadamente obesos e para 46% para os obesos severos. O risco para as mulheres é de 25% para não obesas e 29, 32 e 37% a depender do grau de obesidade. Como resultado deste risco aumentado para os obesos, estima-se um custo adicional de U$ 6.000 dólares por indivíduo gastos somente no tratamento de doenças do coração. (Fonte : American Society of Bariatric Physicians). Ainda uma outra pesquisa mostra que cerca de 40% dos homens que sofrem ataques cardíacos e metade das mulheres com câncer de mama são obesos, e que nos grandes obesos a tendência para hipertensão e para diabetes é três vezes maior; no somatório geral, eles têm, em média, seis anos a menos de vida (fonte : Revista Veja, janeiro de 2000). Por tudo isso, a Associação Americana de Cardiologia considera a obesidade como um dos maiores e principais fatores de risco para doença coronariana, ao lado do fumo, colesterol elevado, hipertensão e vida sedentária.
Além de todas as alterações cardiovasculares que a obesidade desencadeia, temos ainda diversas outras patologias como câncer, diabetes, colelitíase, osteoartrite, asma, dentre outras. A obesidade como vimos, é muito mais que simplesmente uma alteração estética e/ou uma pertubação social, é um distúrbio que leva a inúmeras doenças, com sérios impactos na saúde pública, com custos altíssimos de tratamento. De acordo com a Associação Americana de Obesidade, os custos associados com a obesidade nos EUA chega aU$ 238 bilhões de dólares anuais.
Estudos tem demonstrado que há uma diminuição do risco de doenças com a diminuição do peso. Mesmo uma modesta diminuição do peso (5 a 10% de perda) já consegue reduzir os níveis de colesterol e pressão arterial, diminuindo os riscos para complicações cardiovasculares. Também vários outros estudos têm comprovado que mudanças nos hábitos de vida, com a introdução de exercício regulares, eliminação do stress diário e uma alimentação saudável, leva a uma diminuição dos riscos para infarto do miocárdio e muitas outras doenças relacionadas. No entanto, deve-se ter muito critério no momento de escolher uma dieta. Uma pesquisa recente mostrou que a mídia leiga (não médica) é a principal fonte de informações sobre dietas e que 2/3 (dois terços) dos que responderam a pesquisa já tentaram perder peso usando uma dieta retirada de revistas, televisão, jornais ou da Internet, o que é um grande perigo. A escolha do tratamento certo deve ser criteriosa e devidamente acompanhada por um profissinal de saúde (nutricionista), que definirá as quantidades corretas, considerará as preferências alimentares, os objetivos a serem atingidos e assim levar o obeso a um perda de peso controlada, melhorando a qualidade de vida e diminuindo os riscos para doenças. O governo americano está atento ao problema e visando melhorar a saúde da população e, principalmente, reduzir os gastos com as doenças geradas pela obesidade, está lançando uma grande campanha nacional de esclarecimento e combate a obesidade. Além disso, incluiu no seu planejamento de saúde (Healthy People 2010 Understanding and improving Health) o combate a obesidade como uma das prioridades, visando reduzir a proporção de crianças, adolescentes e adultos obesos. No Brasil, o governo pretende adotar um "selo verde" para alimentos saudáveis e lançar uma cartilha com um personagem da Turma da Mônica criado para abordar o assunto (fonte : Revista Veja). O que devemos pensar é que hereditariedade, idade avançada e ser do sexo masculinho são fatores de risco que não podemos mudar, por outro lado, os demais fatores de risco para doenças do coração, como fumo, colesterol elevado, hipertensão e principalmente obesidade são perfeitamente controláveis e reversíveis, dependendo de uma grande força de vontade, esclarecimento e acompanhamento médico.

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

  ©2009-2010 PROF. FABIO BRASIL - OBESIDADE E EMAGRECIMENTO.

TOPO  

Related Posts with Thumbnails