"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

RISCO DE TROMBOEMBOLISMO AUMENTA COM SOBREPESO E OBESIDADE

Segundo estudo dinamarquês recentemente publicado na revista científica Circulation, o risco de tromboembolismo venoso aumenta, mesmo em pessoas de peso normal, com o acúmulo de gordura no abdômem ou nos quadris. Independentemente de onde esteja localizada, a obesidade também aumenta o risco da doença.

A pesquisadora Marianne Severinsen, uma das autoras da pesquisa, esclarece que esta relação foi encontrada em homens e mulheres. “Mas como a variação da circunferência abdominal é maior nos homens e a dos quadris é maior nas mulheres, o excesso de volume abdominal dá mais informações sobre o risco em homens e, nos quadris, nas mulheres”.

Segundo a Dra. Severinsen, até agora a importância da distribuição de gordura no risco do tromboembolismo não havia sido avaliada. Os pesquisadores afirmam que os resultados do estudo certamente ajudarão os médicos a melhorar a avaliação de risco, mas afirmam que outras pesquisas precisarão explicar o mecanismo por trás dessa associação.

Os pesquisadores dinamarqueses acompanharam por dez anos 27.178 homens e 29.876 mulheres, entre 50 e 64 anos, avaliando peso, IMC e circunferência abdominal e dos quadris.

Beth Santos
Fonte:ABESO

sábado, 19 de setembro de 2009

Sobrepeso e doença coronariana

O sobrepeso e a obesidade atingiram proporções epidêmicas. Atualmente, dois terços dos adultos nos Estados Unidos estão acima do peso ou são obesos. De acordo com a National Health and Nutrition Examination Survey (Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição), realizada pelo CDC (Centro de Controle de Doenças), a prevalência da obesidade entre os adultos nos Estados Unidos aumentou de 15%, na década de 70, para mais de 30%, apenas três décadas depois. De fato, 28% dos homens e 33% das mulheres são considerados obesos, atualmente, pelos padrões aceitos. E a maioria bem obesa, embora pequena nos números totais, pulou dramaticamente de 2,9% para 4,7%.


Por que isso é preocupante? Porque as pessoas que estão acima do peso ou obesas têm mais chance de desenvolver problemas sérios de saúde, como doença coronariana, pressão alta e diabetes. Especificamente, o sobrepeso e a obesidade tendem a aumentar os níveis de colesterol total no sangue, colesterol LDL e triglicerídeos, assim como diminuir os níveis de colesterol HDL. Se você tiver excesso de peso na cintura, sua chance de desenvolver a síndrome metabólica também aumentará.


De fato, a síndrome metabólica é uma doença caracterizada por um conjunto de fatores de risco da doença coronariana, como obesidade abdominal, baixos níveis de colesterol HDL e níveis elevados de triglicerídeos, pressão arterial e glicose no sangue em jejum. Esse problema aumenta significativamente o risco de doença coronariana.


fonte: HowStuffWorks Brasil

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fatores de risco da doença coronariana


De todos os comportamentos prejudiciais à saúde, o tabagismo é o pior. Entretanto, nos EUA mais de 20 milhões de mulheres e mais de 24 milhões de homens são tabagistas. Estudos mostraram que o uso de qualquer tipo de tabaco piora a aterosclerose existente e estimula a produção de novas placas nas artérias.

Comparados a não-fumantes, os homens que fumam têm seis vezes mais chances de ter um infarto, e as mulheres, três vezes mais. Além disso, um fumante que sofre um infarto tem mais chance de morrer em decorrência desse infarto do que um não-fumante. Mas o risco não pára por aí.

Apenas recentemente ficou claro que o fumo passivo também aumenta o risco de infarto - em aproximadamente 30%. E evidências sugerem que o fumo passivo realmente pode desencadear um infarto. Como se já não bastasse, o tabagismo também diminui os níveisde colesterol HDL.

O estudo "Interheart" descobriu que depois dos níveis de colesterol no sangue, o segundo melhor marcador de risco de infarto era o tabagismo. Com uma quantidade cada vez maior de cigarros, o risco de infarto aumentou muito. Na verdade, o fato de fumar apenas um a cinco cigarros por dia aumenta o risco de infarto em aproximadamente 40%.

Após procedimentos, como angioplastia ou cirurgia de revascularização miocárdica, é especialmente importante parar de fumar. Para os que continuam a fumar, o risco de morte em conseqüência de infarto é de 50% após uma angioplastia e de 75% após uma cirurgia de revascularização miocárdica. Em qualquer um dos casos, a necessidade de procedimentos adicionais é de 50% para as pessoas que não param de fumar.

Passar a fumar cigarros com baixo teor de nicotina e alcatrão não diminui suficientemente o risco de infarto e morte. Felizmente, existem muitas opções disponíveis que facilitam para os fumantes abandonarem o hábito, como inaladores de nicotina, sprays, adesivos e gomas, assim como medicamentos controlados (Zyban e Chantix) e orientações profissionais. A atividade física também pode ser eficaz na redução do estresse e na prevenção do ganho de peso, que geralmente acompanham uma pessoa quando ela pára de fumar. Seu médico também é um bom recurso se você quiser parar de fumar. Discuta com ele questões como:

  • desejo de fumar;
  • medo de fracassar;
  • ter sucesso depois que parar de fumar;
  • preocupação em engordar;
  • outros problemas que podem afetar o desejo de fumar, como a depressão;
  • histórico de abuso de substâncias;
  • métodos de sucesso, como grupos de apoio, orientação profissional e medicamentos.
Avalie as situações ou comportamentos que mais facilitam seu hábito de fumar. Reconhecendo seus "ativadores" do fumo, você pode decidir, conscientemente, substituir o tabagismo por comportamentos saudáveis. É muito importante que você fale com seus familiares e amigos sobre seu plano. O apoio é essencial para fazer mudanças positivas para melhorar sua saúde.


Recomenda-se que, ao decidir parar de fumar, você devesse se planejar antes. É importante escrever uma carta para seu médico indicando a data em que pretende parar de fumar e listando a forma como você pensa em lidar com os desejos, o ganho de peso ou mesmo as mudanças de humor. Se não conseguir dizer como pretende escrever, fale com seu médico ou com um orientador que tenha experiência em ajudar as pessoas a pararem de fumar, de modo que você tenha as ferramentas necessárias para ter sucesso.


O tabagismo é um sério fator de risco para doença coronariana. A diabetes é outro risco - e é tão sério que foi considerado equivalente ao da doença coronariana. Saiba mais, na próxima seção, sobre a diabetes e a doença coronariana.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pressão alta e doença coronariana

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, aproximadamente, um em cada três adultos tem pressão alta, também chamada de hipertensão, e 1/3 deles nem imagina que é hipertenso. Além disso, aproximadamente 90% dos adultos de meia idade desenvolverão pressão alta em algum momento da vida. De fato, cerca de 28% dos adultos já apresentam pré-hipertensão. A pressão alta é o principal fator de risco para o infarto e o derrame; entretanto, a redução ou controle da pressão arterial pode diminuir a incidência de derrame em 35 a 40% e de infarto em 20 a 25%.

A pressão arterial é medida em termos de milímetros de mercúrio (mm Hg). A leitura da pressão arterial leva em consideração a pressão máxima, quando o coração bate, chamada de pressão sistólica, e a pressão mínima entre os batimentos, quando o coração está relaxado, chamada de pressão diastólica. A pressão é considerada alta quando a pressão sistólica está acima de 140 mm Hg, ou quando a pressão diastólica está acima de 90 mm Hg, ou quando a pessoa está em uso de medicamento anti-hipertensivo. A pré-hipertensão é definida como a pressão arterial sistólica entre 120 e 139 mm Hg ou a pressão arterial diastólica entre 80 e 89 mm Hg. Para garantir leituras confiáveis, o ideal é que a pessoa fique sentada por cinco minutos com o manguito de pressão preso com firmeza no braço. É necessário que os manguito utilizados para medida da pressão arterial sejam adequados ao tamanho do braço. Manguitos menores do que o adequado, como por exemplo medir a pressão de uma pessoa obesa com um manguito normal, hiperestimam a medida da pressão arterial. Por outro lado, uma pessoa muito magra pode ter que usar um manguito pediátrico para evitar leituras erradas.

A pressão é a quantidade de força exercida nas paredes das artérias à medida que o sangue é bombeado pelo corpo. A pressão é gerada pelo bombeamento do coração, e a pressão alta significa que o coração está trabalhando em excesso para transportar o sangue pelo corpo. Quando o coração precisa manter esse trabalho extra por longos períodos, o ventrículo esquerdo, que é a principal câmara de bombeamento do coração, pode ficar com a parede espessada e significativamente dilatada. A pré-hipertensão marca o ponto em que podem começar a ocorrer as mudanças na forma do coração chamada de remodelamento cardíaco. Fica mais difícil adaptar-se às exigências feitas porque o coração aumenta de tamanho. A pressão alta também pode prejudicar as artérias, o que pode acelerar a formação de placas.

Já que, na maioria dos casos, não há sinais ou sintomas aparentes, a pressão alta é considerada um assassino "silencioso". A única maneira de saber se você tem pressão alta é verificando-a. Rosto vermelho, falta de ar ou pulsação rápida não indica necessariamente pressão alta. A espessura elevada do coração pode ser detectada por um ecocardiograma ou um eletrocardiograma. Um eletrocardiograma que mostra um músculo do coração espessado é fortemente indicativo de risco elevado de infarto.

As mudanças no estilo de vida podem melhorar muito o alto nível da pressão arterial. As modificações recomendadas incluem perda de peso, diminuição do consumo de sal e seguir uma dieta DASH, que dá ênfase às frutas e verduras, à baixa ingestão de gordura saturada e gordura total e a laticínios com baixo teor de gordura. Os estudos da dieta DASH descobriram que ela baixa a pressão arterial, mas de maneira mais significativa quando o uso de sódio é reduzido. Na verdade, os participantes do estudo apresentaram queda da pressão arterial que puderam ser comparadas às observadas com doses iniciais de medicamentos anti-hipertensivos.

Diminuir o consumo de sal pode ser difícil, especialmente se você come fora com freqüência. Para baixar sua pressão arterial, mesmo que não seja você quem prepara suas refeições, os especialistas recomendam cortar: alimentos semi-prontos, condimentos, comida chinesa (que, às vezes, inclui o glutamato monossódico, ou MSG), queijo, sopa enlatada e frios. Substituir o sal por outros temperos e condimentos não elimina o sabor do alimento, mas pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Além disso, diminua seu consumo de álcool; estudos mostraram que uma redução do álcool resulta em pressão arterial mais baixa.

Quando as mudanças no estilo de vida não baixam a pressão, ou se ela ultrapassa 140/90 mm Hg, pode ser necessário o uso de medicamentos. Em algumas doenças, como a diabetes ou a nefropatia crônica, há necessidade de tratamento com medicamentos antihipertensivos para manter a pressão abaixo de 130/80 mm Hg. Vários medicamentos anti-hipertensivos tratam diferentes sintomas relacionados à pressão arterial. Felizmente, os medicamentos anti-hipertensivos são bastante eficazes no controle da pressão.

A necessidade de se baixar a pressão alta tornou-se evidente no Multiple Risk Factor Intervention Trial, que examinou a ligação entre a pressão alta e o risco de doença coronariana. Os resultados indicaram que os participantes com pressão alta associados a níveis baixos ou moderadamente elevados de colesterol no sangue, aumentaram o risco de morte em decorrência da doença coronariana para riscos semelhantes ao das pessoas com níveis mais elevados de colesterol no sangue como fator de risco isolado. O risco de morte entre os homens com níveis moderados de colesterol no sangue (entre 182 e 202 mg/dia) e pressão alta (superior a 90mm Hg para a diastólica) foi o mesmo entre os homens cujos níveis de colesterol no sangue eram mais elevados (entre 221 e 244 mg/dia), mas que não tinham pressão alta. Evidentemente, a redução da pressão arterial deveria ser uma prioridade no tratamento das pessoas com risco de doença coronariana.

fonte: HowStuffWorks Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Estudos sobre a doença coronariana


Um estudo recente que analisou o "risco de morte" da doença cardiovascular - doença que afeta o coração e os vasos sangüíneos, que inclui a doença coronariana - explica que, à medida que as pessoas envelhecem, as chances são maiores de desenvolverem a doença cardiovascular. Os resultados do estudo indicaram que mais de 50% dos homens e praticamente 40% das mulheres desenvolveriam doença cardiovascular mesmo que não apresentassem sinais aos 50 anos. As pessoas que têm certos fatores de risco aos 50 anos - como colesterol alto, pressão alta, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade - têm mais chance de desenvolverem doença cardiovascular e ter uma vida mais curta.


Em comparação, aquelas que não apresentam fatores de risco aos 50 anos provavelmente não desenvolverão a doença cardiovascular e terão uma vida mais longa. Os fatores de risco são características pessoais, problemas de saúde ou hábitos que contribuem para o desenvolvimento de uma doença. Nesse caso, os fatores de risco, como colesterol alto ou pressão alta, contribuem para o desenvolvimento da doença cardiovascular. Os pesquisadores concluíram que o dano cumulativo causado pelos fatores de risco identificados aumenta o risco de doença cardiovascular, e que os esforços de prevenção, como dieta e mudanças no estilo de vida, dirigidos aos adultos jovens, têm a promessa de limitar ou eliminar seus fatores de risco aos 50 anos.


Outro estudo que analisou os dados coletados por três estudos diferentes - o Framingham Heart Study, o Multiple Risk Factor Intervention Trial e o Chicago Heart Association Detection Project in Industry - confirmou que certos fatores de risco, como colesterol alto, pressão alta, tabagismo, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade, existem na maioria das pessoas que desenvolvem a doença coronariana ou que tiveram um evento coronariano, como infarto. Além disso, a maioria dos norte-americanos tem pelo menos um fator de risco.


O Multiple Risk Factor Intervention Trial, que examinou 361.662 homens, aumentou nosso conhecimento sobre a ligação entre os níveis de colesterol no sangue e a doença coronariana. Esse grande estudo demonstrou claramente que não existe um nível mínimo de colesterol no sangue em que o risco de doença coronariana comece. Certamente, as pessoas com risco mais elevado pareciam ter níveis acima de 240 mg/dia, enquanto aquelas com risco mais baixo tinham valores abaixo de 200 mg/dia. Ainda assim, as pessoas com níveis mais baixos não estavam totalmente isentas de risco. Os dados também enfatizaram que os valores mais altos de colesterol no sangue aumentam exponencialmente o risco de doença coronariana (semelhante à forma como os juros são calculados em uma caderneta de poupança). De fato, metade das mortes em decorrência do nível elevado de colesterol no sangue ocorreu em participantes cujo colesterol estava acima de 253 mg/dia.


Uma análise mais detalhada dos resultados do estudo também indicou que certos hábitos ou características pessoais poderiam aumentar muito o risco total de uma pessoa. Por exemplo, um fumante com nível de colesterol abaixo de 181 mg/dia parece ter o mesmo risco de doença coronariana de um não-fumante com um nível de colesterol praticamente 60mg mais alto. O mesmo se confirma para uma pessoa com pressão alta, outro fator de risco conhecido para a coronariana. Além disso, uma pessoa com baixo nível de colesterol (abaixo de 182 mg/dia), mas que fuma e tem pressão alta, realmente tem o mesmo risco de doença coronariana que uma não-fumante com pressão normal e alto nível de colesterol no sangue (246 mg/dia ou mais). Em outras palavras, outros fatores de risco podem transformar um nível de colesterol de baixo risco em um problema de saúde de alto risco.


Um estudo global, que se estende pela África, Ásia, Austrália, Europa, Oriente Médio e Américas do Norte e do Sul, chamado "Interheart", analisou o risco de infarto em mais de 29 mil homens e mulheres de várias idades, raças e etnias. O estudo identificou nove fatores de risco de infarto, passíveis de modificação, como tabagismo, lipídeos (conforme medidos pelo colesterol total, colesterol HDL e a relação de apolipoproteína B à apolipoproteína A1), pressão alta, diabetes, obesidade abdominal, dieta, atividade física, consumo de álcool e fatores psicossociais (como estresse).


Os pesquisadores, de acordo com a convenção, criaram a hipótese de que esses e outros fatores de risco seriam responsáveis por apenas 50% da doença coronariana e que o impacto desses fatores variariam em populações diferentes. Os resultados do estudo, entretanto, mostraram que esses nove fatores de risco foram responsáveis por mais de 90% do risco de infarto no mundo todo, independentemente da população.


O maior risco de infarto se associou a níveis elevados de colesterol, conforme medido pela relação de apolipoproteína B à apolipoproteína A1. Na verdade, o risco de infarto e a relação de apo B/apo A1 estavam estritamente relacionados. Para cada aumento na relação apo B/apo A1 (já que a quantidade de apolipoproteína B aumentou e/ou a quantidade de apolipoproteína A1 diminuiu), o risco de infarto também aumentou muito.


O segundo maior índice apresentado foi o tabagismo. Novamente, o risco de infarto e a quantidade de cigarros fumados estavam estritamente relacionados. Com uma quantidade cada vez maior de cigarros, o risco de infarto aumentou muito. O fato de fumar apenas um a cinco cigarros por dia aumentou o risco de infarto em aproximadamente 40%. Conseqüentemente, o tabagismo poderia funcionar significativamente contra os efeitos benéficos da aspirina ou de outras terapias medicamentosas, tornando-as praticamente ineficazes.


Juntos, o tabagismo e o nível anormal de lipídeos foram responsáveis por dois terços do risco de infarto. Em seguida, a diabetes, a pressão alta e os fatores psicossociais foram os fatores de risco mais fortes. O estudo também apontou a obesidade abdominal - não o índice de massa corporal - como indicador de risco de infarto.


Em compensação, comer frutas e verduras diariamente, fazer atividades físicas regularmente e consumir álcool com moderação tiveram efeitos protetores no coração. Na verdade, comer frutas e verduras com freqüência foi associado a uma redução de 30% do risco de infarto. Se uma pessoa parasse de fumar e passasse a comer frutas e verduras, isso poderia representar uma redução aproximada de 70% do risco de infarto.


fonte: HowStuffWorks Brasil



domingo, 13 de setembro de 2009

Fatores de risco da doença coronariana

Introdução

Existem muitos fatores de risco para doença coronariana. O colesterol é um dos principais culpados. Entretanto, outros fatores de risco também exercem um papel importante. Eles podem transformar um nível de colesterol de baixo risco em um problema de alto risco ou podem diminuir os benefícios da redução do colesterol. Esses outros fatores de risco são tão importantes que os médicos fazem um resumo deles, além dos níveis de colesterol. Esse resumo ajuda os médicos a determinarem se apenas a dieta e as mudanças no estilo de vida são suficientes para tratar a doença coronariana ou se também é necessária a terapêutica medicamentosa.

A verificação da pressão arterial, além de outros exames, é apenas
um passo na determinação se um paciente tem a doença coronariana. A pressão alta é um fator de risco importante na doença coronariana.

Um grupo de pesquisadores que analisaram os dados coletados por três estudos diferentes - o Framingham Heart Study (Estudo de Framingham sobre o coração), o Multiple Risk Factor Intervention Trial (Teste de intervenção de vários fatores de risco) e o Chicago Heart Association Detection Project in Industry (Projeto de detecção da indústria da associação cardíaca de Chicago) - descobriu que a exposição a um dos diversos fatores de risco, como colesterol alto (240 mg/dia ou mais), pressão alta (140/90mm Hg ou mais), tabagismo, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade, ocorreu em mais de 87% dos casos de infarto fulminante.

O registro Reach (Reduction of Atherothrombosis for Continued Health - Redução da aterotrombose para manutenção da saúde) (contínua) coletou dados sobre 67.888 pacientes em todo o mundo com doença coronariana ou doença de outros vasos sangüíneos. Como era de se esperar, os pacientes com placas de gordura - a marca registrada da aterosclerose - tinham vários outros fatores de risco. Os principais fatores de risco presentes nas pessoas com aterosclerose incluíam:

  • pressão alta (82%)
  • colesterol alto (72%)
  • diabetes (44%)
  • sobrepeso (40%)
  • obesidade (27%)
  • uso de tabaco (14%)
A presença de um segundo fator de risco em alguém que já teve um aumenta o risco total, e um terceiro fator de risco aumenta esse risco ainda mais. O Multiple Risk Factor Intervention Trial examinou essa ligação entre os fatores de risco e o risco de doença coronariana. Pesquisadores descobriram que dois terços das mortes a mais em decorrência da doença coronariana ocorreram no grupo de homens cujo nível de colesterol no sangue era maior que 245 mg/dia associado à pressão arterial diastólica superior a 90mm Hg. Entre os homens com a pressão mais alta, os pesquisadores descobriram que os que fumavam tinham um índice de morte duas vezes maior que o dos não-fumantes e três vezes maior que o dos homens que, além de não fumarem, não tinham pressão alta.

Com exceção do alto nível de colesterol no sangue, três dos fatores de risco tratáveis geralmente mais citados que contribuem para a doença coronariana são: pressão alta, tabagismo e diabetes. A obesidade e o sobrepeso também têm um papel importante na doença. Esse artigo discute todos esses fatores de risco.

A seguir, saiba mais sobre os estudos que avaliaram o "risco de morte" da doença cardiovascular e da doença coronariana.


fonte: HowStuffWorks Brasil


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Alterações Cardiovasculares Ocasionadas pela Obesidade

Nos EUA, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte tanto para homens como mulheres, sendo responsável por 41% de todas as mortes, segundo informações da American Heart Association. Várias são as alterações cardiovasculares ocasionadas pela obesidade, achados tais como alto débito cardíaco, congestão sistêmica-pulmonar, sobrecarga volêmica e/ou pressórica de ventrículo esquerdo, hipertrofia ventricular esquerda excêntrica e complancência diminuída, levam ao conceito da chamada cardiomiopatia da obesidade (veja na figura abaixo um exemplo esquemático do coração de um indivíduo normal - não obeso e de uma pessoa obesa).



Tal conjunto de alterações levam a grande número de sintomas e outras doenças. Estima que 75% da hipertensão na população em geral pode estar diretamente associada a obesidade. A obesidade ainda eleva os níveis de colesterol no sangue, aumentando o "mal-colesterol" (LDL) e diminuindo o "bom-colesterol" (HDL). Outras alterações promovidas pela obesidade inclue dando renal e resistência insulínica que leva a diabetes mellitus tipo II. Um estudo demonstrou que homens, entre 45 e 54 anos de idade que não são obesos, têm 35% de risco de desenvolver doença coronariana durante seu vida; esse risco aumenta para 38% para os que são levemente obesos, 42% para aqueles moderadamente obesos e para 46% para os obesos severos. O risco para as mulheres é de 25% para não obesas e 29, 32 e 37% a depender do grau de obesidade. Como resultado deste risco aumentado para os obesos, estima-se um custo adicional de U$ 6.000 dólares por indivíduo gastos somente no tratamento de doenças do coração. (Fonte : American Society of Bariatric Physicians). Ainda uma outra pesquisa mostra que cerca de 40% dos homens que sofrem ataques cardíacos e metade das mulheres com câncer de mama são obesos, e que nos grandes obesos a tendência para hipertensão e para diabetes é três vezes maior; no somatório geral, eles têm, em média, seis anos a menos de vida (fonte : Revista Veja, janeiro de 2000). Por tudo isso, a Associação Americana de Cardiologia considera a obesidade como um dos maiores e principais fatores de risco para doença coronariana, ao lado do fumo, colesterol elevado, hipertensão e vida sedentária.
Além de todas as alterações cardiovasculares que a obesidade desencadeia, temos ainda diversas outras patologias como câncer, diabetes, colelitíase, osteoartrite, asma, dentre outras. A obesidade como vimos, é muito mais que simplesmente uma alteração estética e/ou uma pertubação social, é um distúrbio que leva a inúmeras doenças, com sérios impactos na saúde pública, com custos altíssimos de tratamento. De acordo com a Associação Americana de Obesidade, os custos associados com a obesidade nos EUA chega aU$ 238 bilhões de dólares anuais.
Estudos tem demonstrado que há uma diminuição do risco de doenças com a diminuição do peso. Mesmo uma modesta diminuição do peso (5 a 10% de perda) já consegue reduzir os níveis de colesterol e pressão arterial, diminuindo os riscos para complicações cardiovasculares. Também vários outros estudos têm comprovado que mudanças nos hábitos de vida, com a introdução de exercício regulares, eliminação do stress diário e uma alimentação saudável, leva a uma diminuição dos riscos para infarto do miocárdio e muitas outras doenças relacionadas. No entanto, deve-se ter muito critério no momento de escolher uma dieta. Uma pesquisa recente mostrou que a mídia leiga (não médica) é a principal fonte de informações sobre dietas e que 2/3 (dois terços) dos que responderam a pesquisa já tentaram perder peso usando uma dieta retirada de revistas, televisão, jornais ou da Internet, o que é um grande perigo. A escolha do tratamento certo deve ser criteriosa e devidamente acompanhada por um profissinal de saúde (nutricionista), que definirá as quantidades corretas, considerará as preferências alimentares, os objetivos a serem atingidos e assim levar o obeso a um perda de peso controlada, melhorando a qualidade de vida e diminuindo os riscos para doenças. O governo americano está atento ao problema e visando melhorar a saúde da população e, principalmente, reduzir os gastos com as doenças geradas pela obesidade, está lançando uma grande campanha nacional de esclarecimento e combate a obesidade. Além disso, incluiu no seu planejamento de saúde (Healthy People 2010 Understanding and improving Health) o combate a obesidade como uma das prioridades, visando reduzir a proporção de crianças, adolescentes e adultos obesos. No Brasil, o governo pretende adotar um "selo verde" para alimentos saudáveis e lançar uma cartilha com um personagem da Turma da Mônica criado para abordar o assunto (fonte : Revista Veja). O que devemos pensar é que hereditariedade, idade avançada e ser do sexo masculinho são fatores de risco que não podemos mudar, por outro lado, os demais fatores de risco para doenças do coração, como fumo, colesterol elevado, hipertensão e principalmente obesidade são perfeitamente controláveis e reversíveis, dependendo de uma grande força de vontade, esclarecimento e acompanhamento médico.


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