"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Um estudo recente que analisou o "risco de morte" da doença cardiovascular - doença que afeta o coração e os vasos sangüíneos, que inclui a doença coronariana - explica que, à medida que as pessoas envelhecem, as chances são maiores de desenvolverem a doença cardiovascular. Os resultados do estudo indicaram que mais de 50% dos homens e praticamente 40% das mulheres desenvolveriam doença cardiovascular mesmo que não apresentassem sinais aos 50 anos. As pessoas que têm certos fatores de risco aos 50 anos - como colesterol alto, pressão alta, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade - têm mais chance de desenvolverem doença cardiovascular e ter uma vida mais curta.
Em comparação, aquelas que não apresentam fatores de risco aos 50 anos provavelmente não desenvolverão a doença cardiovascular e terão uma vida mais longa. Os fatores de risco são características pessoais, problemas de saúde ou hábitos que contribuem para o desenvolvimento de uma doença. Nesse caso, os fatores de risco, como colesterol alto ou pressão alta, contribuem para o desenvolvimento da doença cardiovascular. Os pesquisadores concluíram que o dano cumulativo causado pelos fatores de risco identificados aumenta o risco de doença cardiovascular, e que os esforços de prevenção, como dieta e mudanças no estilo de vida, dirigidos aos adultos jovens, têm a promessa de limitar ou eliminar seus fatores de risco aos 50 anos.
Outro estudo que analisou os dados coletados por três estudos diferentes - o Framingham Heart Study, o Multiple Risk Factor Intervention Trial e o Chicago Heart Association Detection Project in Industry - confirmou que certos fatores de risco, como colesterol alto, pressão alta, tabagismo, diabetes e/ou sobrepeso ou obesidade, existem na maioria das pessoas que desenvolvem a doença coronariana ou que tiveram um evento coronariano, como infarto. Além disso, a maioria dos norte-americanos tem pelo menos um fator de risco.
O Multiple Risk Factor Intervention Trial, que examinou 361.662 homens, aumentou nosso conhecimento sobre a ligação entre os níveis de colesterol no sangue e a doença coronariana. Esse grande estudo demonstrou claramente que não existe um nível mínimo de colesterol no sangue em que o risco de doença coronariana comece. Certamente, as pessoas com risco mais elevado pareciam ter níveis acima de 240 mg/dia, enquanto aquelas com risco mais baixo tinham valores abaixo de 200 mg/dia. Ainda assim, as pessoas com níveis mais baixos não estavam totalmente isentas de risco. Os dados também enfatizaram que os valores mais altos de colesterol no sangue aumentam exponencialmente o risco de doença coronariana (semelhante à forma como os juros são calculados em uma caderneta de poupança). De fato, metade das mortes em decorrência do nível elevado de colesterol no sangue ocorreu em participantes cujo colesterol estava acima de 253 mg/dia.
Uma análise mais detalhada dos resultados do estudo também indicou que certos hábitos ou características pessoais poderiam aumentar muito o risco total de uma pessoa. Por exemplo, um fumante com nível de colesterol abaixo de 181 mg/dia parece ter o mesmo risco de doença coronariana de um não-fumante com um nível de colesterol praticamente 60mg mais alto. O mesmo se confirma para uma pessoa com pressão alta, outro fator de risco conhecido para a coronariana. Além disso, uma pessoa com baixo nível de colesterol (abaixo de 182 mg/dia), mas que fuma e tem pressão alta, realmente tem o mesmo risco de doença coronariana que uma não-fumante com pressão normal e alto nível de colesterol no sangue (246 mg/dia ou mais). Em outras palavras, outros fatores de risco podem transformar um nível de colesterol de baixo risco em um problema de saúde de alto risco.
Um estudo global, que se estende pela África, Ásia, Austrália, Europa, Oriente Médio e Américas do Norte e do Sul, chamado "Interheart", analisou o risco de infarto em mais de 29 mil homens e mulheres de várias idades, raças e etnias. O estudo identificou nove fatores de risco de infarto, passíveis de modificação, como tabagismo, lipídeos (conforme medidos pelo colesterol total, colesterol HDL e a relação de apolipoproteína B à apolipoproteína A1), pressão alta, diabetes, obesidade abdominal, dieta, atividade física, consumo de álcool e fatores psicossociais (como estresse).
Os pesquisadores, de acordo com a convenção, criaram a hipótese de que esses e outros fatores de risco seriam responsáveis por apenas 50% da doença coronariana e que o impacto desses fatores variariam em populações diferentes. Os resultados do estudo, entretanto, mostraram que esses nove fatores de risco foram responsáveis por mais de 90% do risco de infarto no mundo todo, independentemente da população.
O maior risco de infarto se associou a níveis elevados de colesterol, conforme medido pela relação de apolipoproteína B à apolipoproteína A1. Na verdade, o risco de infarto e a relação de apo B/apo A1 estavam estritamente relacionados. Para cada aumento na relação apo B/apo A1 (já que a quantidade de apolipoproteína B aumentou e/ou a quantidade de apolipoproteína A1 diminuiu), o risco de infarto também aumentou muito.
O segundo maior índice apresentado foi o tabagismo. Novamente, o risco de infarto e a quantidade de cigarros fumados estavam estritamente relacionados. Com uma quantidade cada vez maior de cigarros, o risco de infarto aumentou muito. O fato de fumar apenas um a cinco cigarros por dia aumentou o risco de infarto em aproximadamente 40%. Conseqüentemente, o tabagismo poderia funcionar significativamente contra os efeitos benéficos da aspirina ou de outras terapias medicamentosas, tornando-as praticamente ineficazes.
Juntos, o tabagismo e o nível anormal de lipídeos foram responsáveis por dois terços do risco de infarto. Em seguida, a diabetes, a pressão alta e os fatores psicossociais foram os fatores de risco mais fortes. O estudo também apontou a obesidade abdominal - não o índice de massa corporal - como indicador de risco de infarto.
Em compensação, comer frutas e verduras diariamente, fazer atividades físicas regularmente e consumir álcool com moderação tiveram efeitos protetores no coração. Na verdade, comer frutas e verduras com freqüência foi associado a uma redução de 30% do risco de infarto. Se uma pessoa parasse de fumar e passasse a comer frutas e verduras, isso poderia representar uma redução aproximada de 70% do risco de infarto.
fonte: HowStuffWorks Brasil
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