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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pressão alta e doença coronariana

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, aproximadamente, um em cada três adultos tem pressão alta, também chamada de hipertensão, e 1/3 deles nem imagina que é hipertenso. Além disso, aproximadamente 90% dos adultos de meia idade desenvolverão pressão alta em algum momento da vida. De fato, cerca de 28% dos adultos já apresentam pré-hipertensão. A pressão alta é o principal fator de risco para o infarto e o derrame; entretanto, a redução ou controle da pressão arterial pode diminuir a incidência de derrame em 35 a 40% e de infarto em 20 a 25%.

A pressão arterial é medida em termos de milímetros de mercúrio (mm Hg). A leitura da pressão arterial leva em consideração a pressão máxima, quando o coração bate, chamada de pressão sistólica, e a pressão mínima entre os batimentos, quando o coração está relaxado, chamada de pressão diastólica. A pressão é considerada alta quando a pressão sistólica está acima de 140 mm Hg, ou quando a pressão diastólica está acima de 90 mm Hg, ou quando a pessoa está em uso de medicamento anti-hipertensivo. A pré-hipertensão é definida como a pressão arterial sistólica entre 120 e 139 mm Hg ou a pressão arterial diastólica entre 80 e 89 mm Hg. Para garantir leituras confiáveis, o ideal é que a pessoa fique sentada por cinco minutos com o manguito de pressão preso com firmeza no braço. É necessário que os manguito utilizados para medida da pressão arterial sejam adequados ao tamanho do braço. Manguitos menores do que o adequado, como por exemplo medir a pressão de uma pessoa obesa com um manguito normal, hiperestimam a medida da pressão arterial. Por outro lado, uma pessoa muito magra pode ter que usar um manguito pediátrico para evitar leituras erradas.

A pressão é a quantidade de força exercida nas paredes das artérias à medida que o sangue é bombeado pelo corpo. A pressão é gerada pelo bombeamento do coração, e a pressão alta significa que o coração está trabalhando em excesso para transportar o sangue pelo corpo. Quando o coração precisa manter esse trabalho extra por longos períodos, o ventrículo esquerdo, que é a principal câmara de bombeamento do coração, pode ficar com a parede espessada e significativamente dilatada. A pré-hipertensão marca o ponto em que podem começar a ocorrer as mudanças na forma do coração chamada de remodelamento cardíaco. Fica mais difícil adaptar-se às exigências feitas porque o coração aumenta de tamanho. A pressão alta também pode prejudicar as artérias, o que pode acelerar a formação de placas.

Já que, na maioria dos casos, não há sinais ou sintomas aparentes, a pressão alta é considerada um assassino "silencioso". A única maneira de saber se você tem pressão alta é verificando-a. Rosto vermelho, falta de ar ou pulsação rápida não indica necessariamente pressão alta. A espessura elevada do coração pode ser detectada por um ecocardiograma ou um eletrocardiograma. Um eletrocardiograma que mostra um músculo do coração espessado é fortemente indicativo de risco elevado de infarto.

As mudanças no estilo de vida podem melhorar muito o alto nível da pressão arterial. As modificações recomendadas incluem perda de peso, diminuição do consumo de sal e seguir uma dieta DASH, que dá ênfase às frutas e verduras, à baixa ingestão de gordura saturada e gordura total e a laticínios com baixo teor de gordura. Os estudos da dieta DASH descobriram que ela baixa a pressão arterial, mas de maneira mais significativa quando o uso de sódio é reduzido. Na verdade, os participantes do estudo apresentaram queda da pressão arterial que puderam ser comparadas às observadas com doses iniciais de medicamentos anti-hipertensivos.

Diminuir o consumo de sal pode ser difícil, especialmente se você come fora com freqüência. Para baixar sua pressão arterial, mesmo que não seja você quem prepara suas refeições, os especialistas recomendam cortar: alimentos semi-prontos, condimentos, comida chinesa (que, às vezes, inclui o glutamato monossódico, ou MSG), queijo, sopa enlatada e frios. Substituir o sal por outros temperos e condimentos não elimina o sabor do alimento, mas pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Além disso, diminua seu consumo de álcool; estudos mostraram que uma redução do álcool resulta em pressão arterial mais baixa.

Quando as mudanças no estilo de vida não baixam a pressão, ou se ela ultrapassa 140/90 mm Hg, pode ser necessário o uso de medicamentos. Em algumas doenças, como a diabetes ou a nefropatia crônica, há necessidade de tratamento com medicamentos antihipertensivos para manter a pressão abaixo de 130/80 mm Hg. Vários medicamentos anti-hipertensivos tratam diferentes sintomas relacionados à pressão arterial. Felizmente, os medicamentos anti-hipertensivos são bastante eficazes no controle da pressão.

A necessidade de se baixar a pressão alta tornou-se evidente no Multiple Risk Factor Intervention Trial, que examinou a ligação entre a pressão alta e o risco de doença coronariana. Os resultados indicaram que os participantes com pressão alta associados a níveis baixos ou moderadamente elevados de colesterol no sangue, aumentaram o risco de morte em decorrência da doença coronariana para riscos semelhantes ao das pessoas com níveis mais elevados de colesterol no sangue como fator de risco isolado. O risco de morte entre os homens com níveis moderados de colesterol no sangue (entre 182 e 202 mg/dia) e pressão alta (superior a 90mm Hg para a diastólica) foi o mesmo entre os homens cujos níveis de colesterol no sangue eram mais elevados (entre 221 e 244 mg/dia), mas que não tinham pressão alta. Evidentemente, a redução da pressão arterial deveria ser uma prioridade no tratamento das pessoas com risco de doença coronariana.

fonte: HowStuffWorks Brasil

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