Há 50.000 anos, nossos antepassados tinham grande dificuldade para conseguir alimentos. A possibilidade de estocá-los é contemporânea ao advento da agricultura há 10.000 anos, um segundo em termos evolucionistas. Essa carência alimentar moldou o cérebro humano de tal maneira que ele busca obter o máximo de calorias possível para mobilizar energia acumulando-a sob a forma de gordura que, teoricamente, será usada nos períodos de fome provocados pela escassez de comida.
As modificações sofridas durante o fim da era neolítica, quando a sociedade iniciou as mudanças centradas numa paulatina urbanização e agricultura organizada, tiveram um impacto na atividade física e no conseqüente aparecimento da obesidade. Os principais fatores causais que propiciaram o menor desgaste físico das pessoas foram: a invenção da roda, o arado da terra realizado por animais e a cultura dos cereais, que poupou o homem da fadigante caça e da procura intensa do alimento.
A utilização dos animais domesticados para a tração, o transporte e, mais recentemente, a invenção da máquina a vapor, do motor elétrico, do transporte automotivo, da automação, do controle remoto levaram o ser humano a manter a ingestão habitual e a despender um menor esforço físico, se instalando o sedentarismo e conseqüentemente a obesidade.
Foi no século XIX que apareceram as primeiras sugestões sobre a causa da obesidade. Já naquela época, verificaram que a causa não era única. Foi sugerida a possibilidade de que a obesidade poderia ser atribuída à quantidade de células de gordura. Foi testada a idéia de que a obesidade seria um desarranjo metabólico. Fatores familiares poderiam interferir no desenvolvimento da obesidade e foi nesta época também que apareceram os primeiros padrões de medida de peso corporal (Oliveira e Silva,1993).
Entretanto, no mundo moderno, a realidade é bem diferente. A geladeira pode conservar alimentos variados por dias e semanas. Basta abri-la para saboreá-los. A propaganda nos incita a comer produtos altamente calóricos por preço razoável. Usamos o telefone e temos à mão comida de diversos tipos e nacionalidades.
Nosso cérebro condicionado em tempos de penúria agora encontra fartura e o mecanismo evolucionista que selecionou pessoas capazes de acumular gordura, decisão inteligente no passado, se volta contra elas. Reverter esse processo é tarefa árdua e muitas vezes inglória. No entanto, é preciso estar alerta. O excesso de peso está associado a uma série de doenças que comprometem a qualidade e a duração da vida.
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I.M.C
A forma reconhecida internacionalmente e recomendada pela Organização Mundial de Saúde para avaliação de peso corporal é o IMC (Índice de Massa Corporal).
Para se calcular esse índice, deve-se dividir o peso da pessoa em quilogramas (Kg) pela sua altura elevada ao quadrado.Mas para ser mais simples poderão usar a tabela abaixo, apenas preenchendo com o vosso peso e altura.
IMC abaixo de 20:Abaixo do Normal Se o seu biotipo for longilíneo, o seu percentual de gordura poderá estar situado na faixa considerada normal. Para um exame mais detalhado e mais preciso, procure um médico.
IMC entre 20 e 25: Normal Na grande maioria dos casos, o IMC entre 20 e 25 corresponde às mais baixas taxas de mortalidade em relação ao peso. Se deseja emagrecer por motivos estéticos, tome cuidado para não submeter-se a riscos desnecessários. Se sofre de diabetes, hipertensão arterial ou excesso de colesterol e triglicerídeos e necessita perder peso, procure um médico especialista.
IMC entre 25 e 30 com cintura até 89 cm:Excesso de Peso Se a circunferência da sua cintura é inferior a 90 cm, provavelmente não apresenta um excesso de tecido adiposo (gordura) no interior do abdômen. Este, conhecido como gordura visceral, é perigoso para a saúde.Situa-se num grupo com menor probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia.
IMC entre 25 e 30 com cintura igual ou maior que 90 cm:Excesso de Peso Se a circunferência da sua cintura é igual ou superior a 90 cm, provavelmente está com um excesso de tecido adiposo no interior do abdômen, o que pode acarretar riscos para a sua saúde. Aconselho a sua ida a um médico para alguns exames relativos a esse acúmulo.
IMC entre 30 e 34:Obesidade Leve Situa-se num grupo de maior probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia. Procure o seu médico para que ele o oriente em relação a uma dieta para perder peso.
Perdas moderadas, na faixa de 10% do seu peso actual, já podem reduzir significativamente o risco de complicações metabólicas. Se não conseguir emagrecer com uma orientação adequada sobre modificações dietéticas e prática de atividades físicas, justifica-se o uso de medicamentos, desde que devidamente supervisionado por um médico.
IMC entre 35 e 39:Obesidade Moderada O seu excesso de peso já pode estar a provocar um risco muito elevado de complicações metabólicas, como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia, além de predispor a doenças osteoarticulares diversas. Procure o seu médico para que o oriente em relação a uma dieta para perder peso. Perdas moderadas, na faixa de 10% do seu peso atual, já podem reduzir significativamente seu risco de complicações metabólicas. Se não conseguir emagrecer com uma orientação adequada sobre modificações dietéticas e prática de atividades físicas, justifica-se o uso de medicamentos, desde que devidamente supervisionado por um médico.
IMC maior que 40:Obesidade Morbida É um candidato em potencial a uma série de doenças. Esta faixa é de difícil tratamento, sendo indicadas dietas rigorosas com o auxílio de medicamentos e exercícios físicos, desde que devidamente orientada por um especialista. Se o tratamento não surtir efeito, poderá ser necessária a realização de uma cirurgia para reduzir o volume do estômago. Aconselho a procurar um médico imediatamente.
A PERCENTAGEM DE GORDURA
A percentagem de gordura corporal da pessoa, é a quantidade de gordura que o corpo tem. Não se deve perder peso a partir dos músculos, ou seja da massa corporal, nem dos orgãos, nem tão pouco a gordura de reserva, pois todos estes fazem falta. Por isso devemos sempre fazer um outro tipo de exame que nos permite calcular, com precisão, o número de quilos de gordura que a pessoa tem a mais e que, por isso, deve perder.
O ser humano tem sempre uma certa gordura que é a de reserva, e que protege os ossos e alguns orgãos, ajuda a regular a temperatura do corpo e serve de reservatório para usarmos quando estamos doentes, e temos dificuldade em comer.
As mulheres têm sempre mais gordura, pois têm que proteger certos orgãos quando engravidam, enquanto os homens têm mais massa muscular,é uma questão de constituição
Esta calculadora serve apenas para se ter uma medição aproximada da taxa de gordura corporal.
..::Classificação::..
..::Homens::..
..::Mulheres::..
Excepcionalmente baixo
6% a 10%
10% a 15%
Baixo
11% a 14%
16% a 19%
Ideal
15% a 18%
20% a 25%
Moderado
19% a 24%
26% a 29%
Excesso de peso
Maior de 25%
Maior de 30%
O PESO IDEAL
Quando temos que determinar qual o peso ideal para uma pessoa, tem que se ter em conta os seguintes factores...idade, sexo, estrutura óssea, massa muscular e percentagem de gordura em excesso.
A calculadora abaixo segue a fórmula conhecida como Fórmula do Dr. Devine, e pode apresentar valores mais abaixos especialmente para mulheres muito baixas. Outro factor limitante nesta fórmula é que não leva em conta a idade da pessoa.
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