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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Onde tudo começou?

 

Há 50.000 anos, nossos antepassados tinham grande dificuldade para conseguir alimentos. A possibilidade de estocá-los é contemporânea ao advento da agricultura há 10.000 anos, um segundo em termos evolucionistas. Essa carência alimentar moldou o cérebro humano de tal maneira que ele busca obter o máximo de calorias possível para mobilizar energia acumulando-a sob a forma de gordura que, teoricamente, será usada nos períodos de fome provocados pela escassez de comida.
As modificações sofridas durante o fim da era neolítica, quando a sociedade iniciou as mudanças centradas numa paulatina urbanização e agricultura organizada, tiveram um impacto na atividade física e no conseqüente aparecimento da obesidade. Os principais fatores causais que propiciaram o menor desgaste físico das pessoas foram: a invenção da roda, o arado da terra realizado por animais e a cultura dos cereais, que poupou o homem da fadigante caça e da procura intensa do alimento.


A utilização dos animais domesticados para a tração, o transporte e, mais recentemente, a invenção da máquina a vapor, do motor elétrico, do transporte automotivo, da automação, do controle remoto levaram o ser humano a manter a ingestão habitual e a despender um menor esforço físico, se instalando o sedentarismo e conseqüentemente a obesidade.
Foi no século XIX que apareceram as primeiras sugestões sobre a causa da obesidade. Já naquela época, verificaram que a causa não era única. Foi sugerida a possibilidade de que a obesidade poderia ser atribuída à quantidade de células de gordura. Foi testada a idéia de que a obesidade seria um desarranjo metabólico. Fatores familiares poderiam interferir no desenvolvimento da obesidade e foi nesta época também que apareceram os primeiros padrões de medida de peso corporal (Oliveira e Silva,1993).
Entretanto, no mundo moderno, a realidade é bem diferente. A geladeira pode conservar alimentos variados por dias e semanas. Basta abri-la para saboreá-los. A propaganda nos incita a comer produtos altamente calóricos por preço razoável. Usamos o telefone e temos à mão comida de diversos tipos e nacionalidades.
Nosso cérebro condicionado em tempos de penúria agora encontra fartura e o mecanismo evolucionista que selecionou pessoas capazes de acumular gordura, decisão inteligente no passado, se volta contra elas. Reverter esse processo é tarefa árdua e muitas vezes inglória. No entanto, é preciso estar alerta. O excesso de peso está associado a uma série de doenças que comprometem a qualidade e a duração da vida.


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