"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mais de 40% da população adulta brasileira estão acima do peso




Chega a ser um contra-senso nos dias de hoje, em que vivemos numa sociedade "dita" moderna, quando o homem há muito tempo já pisou na lua, sendo o progresso da ciência e a Medicina indiscutíveis a obesidade avançar em proporções alarmantes. Cerca de um terço dos americanos são considerados obesos, partindo de padrões básicos de percentual de gordura.
Acima de 20% para os homens e 30% para as mulheres. No Brasil os números não são muito diferentes e o grande vilão da gordura excessiva é justamente as facilidades oferecidas pelo mundo moderno. Uma das pesquisas americanas dão conta que dos mais de 2kg de gordura por ano acrescidos no peso corporal, 1Kg é culpa dos controles remotos. Aperta-se botão para tudo: televisão, videocassete, som, acendimento automático de lâmpadas, vidro elétrico no carro, escada rolante e muito mais. Ou seja, a lei do menor esforço é parceira da gordura, das doenças cardiovasculares, da hipertensão arterial, do diabetes, do câncer entre outras. Portanto, o excesso de peso não deve ser encarado como um fator apenas estético. É um problema crônico de saúde pública. 
Parece um contra-senso saber que os governos gastam fortunas com programas espaciais, prêmios aos futebolistas de seleção nacional, entre outros, quando as verbas destinadas à prevenção da obesidade é quase nenhuma. Das seis principais doenças, as cardiovasculares arrancaram dos cofres públicos dos E.U. 22,2 bilhões de dólares no ano de 1986, só em custos médicos. Em 1994 os valores totais já haviam ultrapassado a casa de um trilhão de dólares.
No Brasil é diferente?  ...E de quem é a culpa?
De um modo geral há uma tendência a acreditar-se que o excesso de comida venha a ser o principal fator da obesidade. A gente sabe que não é bem assim porque se assim fosse, bastaria uma redução e ou um controle alimentar qualquer e as pessoas emagreceriam com a maior facilidade. Umas têm tanta facilidade de engordar como dificuldade de emagrecer. Outras engordam e emagrecem com a maior tranqüilidade. 
Existem, sem dúvida nenhuma outros fatores, tais como os genéticos, ambientais, sociais e provavelmente raciais. Uma família de gordos, certamente tem hábitos e valores incorporados, que se tiver um magro no meio estará fora de sintonia. Entretanto, vale ressaltar que os distúrbios hormonais, segundo dados da O. M. S. (Organização Mundial de Saúde) e as fontes citadas por McArdle, raramente são apontados como a causa principal. 
Ao adotarem novos e piores hábitos alimentares, os brasileiros engordaram ao longo das últimas três décadas. São cerca de 38,6 milhões de pessoas com peso acima do recomendado, o equivalente a 40,6% da população adulta do país. Deste total, 10,5 milhões são obesos. Em 1974-75 o percentual de adultos com excesso de peso era de quase um terço do atual, de 16%. 
Os dados são da segunda parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002-2003, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com o Ministério da Saúde. 
Uma alimentação equilibrada e saudável é importante para a nossa saúde física e mental, pois interfere de forma direta na aparência física, em nosso trabalho, no equilíbrio emocional e na prevenção de distúrbios relacionados à má nutrição, como obesidade e doenças associadas à mesma como: Hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes, anemias e alguns tipos de câncer. 
Casos mais sérios de obesidade, necessitam normalmente de tratamento médico, envolvendo uma série de tratamentos, combinando técnicas como o uso de hormônios, medicamentos, dietas de inanição e até cirurgias. Mas a obesidade parece ser uma doença que pode ser evitada que controlada. Pode-se afirmar que a obesidade tem mais origem na falta de conhecimento e bons hábitos, que por disfunções fisiológicas e antecedências genéticas, nos seres humanos.
Partindo deste princípio, pode-se constatar que muitos de nós conservamos hábitos nocivos vindos da própria família , amigos ou sociedade em que vivemos que, normalmente, julgamos não serem nocivos mas, que com o tempo geram o excesso de peso e diversos males conseqüentes.
Tais hábitos podem ser classificados como o sedentarismo e a alimentação desenfreada. Muito ainda pode ser feito pela prevenção da obesidade, por educadores físicos em programas de Educação Física escolar ou até mesmo por professores de academias e clubes.
Sugerimos que todos tenham a oportunidade de aprender sobre a importância do papel da atividade física e equilíbrio da alimentação diária com o objetivo do emagrecimento ou manutenção do peso. Inúmeros problemas de saúde poderão ser minimizados.
Comece hoje, nunca deixe para depois !
E lembre-se, só você pode ser responsável pelo que ingere ou pelo tempo que perde ficando parado.
Mexa-se e seja feliz !

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