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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Como funciona o índice de massa corpórea

Introdução


Para descobrir o quanto você pesa, basta subir na balança. Mas só isso não vai dizer se você está abaixo do peso, acima do peso ou se tem um peso saudável. Por exemplo, se você tem 1,98 m de altura e pesa 90 kg, tem um peso saudável. Mas se tem 1,64 m e pesa os mesmos 90 kg, provavelmente está acima do peso.
Já que tanto a altura quanto o peso são importantes para ajudar a determinar se alguém está acima do peso, os cientistas criaram uma fórmula matemática chamada de Índice de Massa Corpórea (IMC). Esse simples número auxilia os médicos na hora de determinar se seus pacientes estão com peso saudável, com sobrepeso ou estão obesos.

O que é o índice de massa corpórea (IMC)


O Índice de Massa Corpórea é um cálculo que leva em consideração tanto o peso corporal como a altura da pessoa para determinar se ela está abaixo, acima ou no peso ideal, e pode ser calculado em polegadas e libras (como nos EUA), ou em metros e quilogramas (no Brasil e outros países que usam o sistema métrico).
A fórmula é assim:
[
peso em quilos
(altura em metros) x (altura em metros)
]


Uma pessoa que pesa 99,79 quilogramas e tem 1,905 metros (190,50 centímetros) de altura possui um IMC de 27,5. 

[
99,79 kg
(1,905 m) x (1,905 m)
]
= 27,5


Pesquisas indicaram que estar acima do peso ou obeso pode acarretar um aumento nas chances da pessoa desenvolver várias doenças, entre elas:
  • doenças cardíacas;
  • diabetes;
  • osteoartrite;
  • alguns tipos de câncer.
Da mesma forma, estar abaixo do peso também pode levar a um aumento dos riscos à saúde devido à subnutrição.
Em um sentido mais amplo, o IMC ajuda os órgãos públicos a ter uma idéia geral do quanto o peso e a obesidade afetam a saúde da população. E quando analisado de indivíduo a indivíduo, permite que os médicos identifiquem problemas de peso em seus pacientes antes que um problema de saúde sério apareça. Os pacientes acima do peso, ou que correm risco de ficar acima do peso, podem começar a fazer uma dieta e seguir um programa de exercício para que possam trazer seu peso de volta a uma faixa mais saudável.
É importante saber que o IMC é apenas um dos fatores envolvidos na hora de determinar riscos de doenças e, além dele, a combinação de escolhas alimentares, exercícios e o hábito de fumar determina se um indivíduo é saudável ou não.

Qual a diferença do IMC para as crianças

As crianças naturalmente começam a vida com um alto índice de gordura corpórea, mas vão ficando mais magras conforme envelhecem. Além disso, também há diferenças entre a composição corporal de meninos e meninas. E foi para poder levar todas essas diferenças em consideração que os cientistas criaram um IMC especialmente para as crianças, chamado de IMC por idade.
Os médicos usam um conjunto de gráficos de crescimento para seguir o desenvolvimento de crianças e jovens adultos dos dois aos 20 anos de idade. O IMC por idade utiliza a altura, peso e idade de uma criança para determinar quanta gordura corporal ele ou ela tem e compara os resultados com os de outras crianças da mesma idade e gênero. Ele pode ajudar a prever se as crianças terão risco de ficar acima do peso quando estiverem mais velhas. Para ver um conjunto completo de gráficos, acesse a página de gráficos do crescimento do CDC (em inglês) (Centro de Controle de Doenças dos EUA).



Cada gráfico contém um conjunto de curvas que indica o percentil da criança. Por exemplo, se um garoto de 15 anos de idade está no percentil 75, isso significa que 75% dos garotos da mesma idade têm um IMC mais baixo. Ele tem o peso normal e, embora seu IMC mude durante seu crescimento, ele pode se manter nas proximidades do mesmo percentil e permanecer com um peso normal.


A faixa de IMC normal pode ficar mais alta para as meninas conforme elas vão amadurecendo, já que as adolescentes normalmente têm mais gordura corporal do que os adolescentes. Um garoto e uma garota da mesma idade podem ter o mesmo IMC, mas a garota pode estar no peso normal enquanto o garoto pode estar correndo risco de ficar acima do peso.
Os médicos dizem ser mais importante acompanhar o IMC das crianças ao longo do tempo do que olhar um número individual, pois elas podem passar por estirões de crescimento.
Na próxima seção, vamos aprender sobre algumas das polêmicas associadas ao uso do IMC.

O IMC é uma medida precisa da obesidade?

É importante lembrar que, apesar do IMC ser preciso na maior parte das vezes, ele pode superestimar ou subestimar a gordura corporal, às vezes. Por exemplo, o IMC não diferencia a gordura corporal e a massa muscular, que pesa mais do que gordura. Muitos Atletas foram rotulados como "obesos" devido ao seu IMC quando, na verdade, tinham uma porcentagem de gordura corporal muito baixa.


O IMC nem sempre é preciso nos resultados fornecidos para idosos, que já perderam muita massa muscular e óssea, fazendo com que possam estar acima do peso mesmo que seu IMC diga que estão dentro da faixa normal. E o IMC também pode apresentar diferenças para os distintos grupos étnicos, por exemplo, os asiáticos podem começam a correr risco de ter problemas de saúde com um IMC menor do que os europeus.
Devido à possibilidade de erros, o IMC deveria ser apenas mais um método de medição usado para avaliar o peso e saúde do paciente. Os NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) (em inglês) recomendam que os médicos avaliem se seus pacientes estão acima do peso baseando-se em três fatores:
  1. IMC;
  2. circunferência da cintura: uma medida da gordura abdominal;
  3. fatores de risco para doenças associadas à obesidade, tais como pressão alta, colesterol LDL ("ruim") alto, colesterol HDL ("bom") alto, alto índice de açúcar no sangue e fumo.
Muitos especialistas em saúde dizem que a porcentagem de gordura corpórea é um indicador melhor da situação do peso do que o IMC. Mas a gordura corporal nem sempre é tão fácil, ou tão barata, de ser medida.
Testes como medidas de dobras cutâneas (nos quais o técnico pinça uma dobra da pele para medir a camada de gordura subcutânea sob ela), absormetria radiológica de dupla energia (DEXA, que mede a densidade óssea) ou impedância bioelétrica (que mede a oposição a um fluxo de corrente elétrica através do corpo, a impedância é baixa em tecido magro e alta em tecido gorduroso) são mais precisos, mas devem ser feitas somente por profissionais treinados.


A história do IMC

Usar uma fórmula para calcular a obesidade não é um conceito novo. Já no século XIX, um estatístico belga chamado Adolphe Quetelet criou o Índice de Quetelet, que media a obesidade ao dividir o peso da pessoa (em quilogramas) pelo quadrado de sua altura (em polegadas).
Fórmula: p/h2
Antes de 1980, os médicos normalmente usavam tabelas de peso por altura (uma para homens e uma para mulheres), que incluíam faixas de pesos para cada polegada de altura. Mas essas tabelas eram limitadas porque se baseavam somente no peso e não na composição corporal. O IMC se tornou um padrão internacional para medição da obesidade na década de 80 e o público aprendeu sobre ele no final da década de 90, quando o governo lançou uma iniciativa para encorajar alimentação saudável e prática de exercícios.


Em 1998, o NHI abaixaram o limiar de excesso de peso do IMC de 27,8 para 25, buscando padronizá-lo com as diretrizes internacionais. Essa mudança transferiu 30 milhões de americanos que estavam na categoria "peso saudável" para a categoria "excesso de peso". Atualmente, o NIH aconselha os médicos e seus pacientes a incluir o IMC como parte de uma avaliação completa do tamanho corporal e saúde geral da pessoa.

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